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Câncer de mama: saiba quais mudanças nos seios exigem atenção

Conheça os principais sintomas, entenda quando procurar atendimento médico e saiba quais exames podem ajudar na detecção precoce da doença
Câncer de mama

O câncer de mama exige atenção à saúde e acompanhamento médico, especialmente diante de mudanças no corpo. No Brasil, a estimativa para o período de 2026 a 2028 é de 78.610 novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Conhecer as próprias mamas ajuda a perceber alterações que precisam de avaliação profissional.

Como observar as mamas no dia a dia

A orientação do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é que cada pessoa conheça a aparência e a textura habituais das próprias mamas. Essa observação pode ocorrer durante o banho, ao trocar de roupa ou em outros momentos da rotina.

Não é necessário seguir uma técnica rígida de autoexame nem estabelecer um dia específico do mês. O objetivo é perceber mudanças que não faziam parte do padrão habitual do corpo.

O que observar diante do espelho

Com os braços relaxados e depois levantados, observe se houve mudanças no formato, no tamanho ou na simetria dos seios. Também vale prestar atenção à pele e aos mamilos.

Durante o banho ou em outra situação confortável, a palpação suave pode ajudar a perceber áreas diferentes. A região das axilas também merece atenção, pois alterações nos gânglios podem acompanhar a doença.

Câncer de mama: sinais que merecem investigação

Segundo o INCA, alguns sinais podem indicar a necessidade de avaliação médica. Entre eles estão:

  • Nódulo endurecido, fixo ou que aumenta de tamanho;
  • Caroço que persiste após o ciclo menstrual;
  • Retração da pele ou mudança no formato do mamilo;
  • Pele com aparência semelhante à casca de laranja;
  • Saída espontânea de secreção pelo mamilo, principalmente com sangue;
  • Aumento progressivo da mama, acompanhado de inchaço ou vermelhidão;
  • Caroços nas axilas ou perto da clavícula;
  • Ferida na pele da mama que não melhora.

A presença desses sinais não confirma um diagnóstico de câncer. Alterações benignas também podem provocar nódulos, dores e secreções. Mesmo assim, uma mudança nova ou persistente deve ser avaliada por um profissional de saúde.

O oncologista Ramon Andrade de Mello reforça a importância de reconhecer o que mudou. “A principal mensagem não é que a mulher precisa aprender uma técnica perfeita para examinar as mamas, mas que ela deve conhecer o que é habitual para o seu corpo. Quando surge uma alteração nova, persistente ou diferente do padrão daquela mulher, é importante não ignorá-la e procurar avaliação médica”.

Quando fazer mamografia

A observação das mamas não substitui os exames recomendados pelos profissionais de saúde. Desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos.

A orientação consta na nota técnica do Ministério da Saúde. Mulheres fora dessa faixa podem conversar com um profissional sobre os riscos e benefícios do rastreamento. Quando existem sintomas suspeitos, a investigação diagnóstica pode ser indicada em qualquer idade.

A mamografia de rastreamento é destinada a pessoas sem sinais suspeitos. Já a investigação de uma alteração pode exigir exame clínico e exames de imagem, como mamografia diagnóstica ou ultrassonografia. O médico define a conduta conforme cada caso.

O que fazer ao perceber uma mudança

Ao identificar um nódulo, uma alteração na pele ou qualquer sinal persistente, procure uma unidade de saúde. Não espere a próxima mamografia de rotina para buscar orientação.

O câncer de mama também pode atingir homens, embora seja menos frequente. Por isso, alterações suspeitas nas mamas devem ser avaliadas independentemente do sexo.

Conhecer o próprio corpo e procurar atendimento diante de mudanças são medidas que contribuem para a detecção precoce.


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Autor

  • Laís Seguin

    Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e atua na imprensa desde 2021 como repórter de cotidiano, comportamento e variedades. Produz conteúdos voltados ao dia a dia da população, com foco em informação acessível e de interesse regional.

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