O sarampo já soma 40 casos confirmados no estado de São Paulo em 2026. Três novos pacientes são moradores da capital: dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano.
Os novos registros estão ligados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho. Apesar do aumento no total de casos, o monitoramento das autoridades de saúde aponta tendência de redução da transmissão.
Sarampo chega a 40 casos em São Paulo
A cidade de São Paulo concentra a maior parte dos registros de sarampo no estado. São 36 casos na capital, além de dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.
Os dados sobre vacinação chamam atenção. Dos 40 pacientes confirmados em 2026, 30 não tinham histórico de vacinação contra a doença ou estavam com o esquema incompleto.
Entre os casos mais recentes, o homem de 21 anos e a bebê haviam recebido uma dose da vacina. Já o paciente de 18 anos não constava como imunizado.
Em comparação, durante todo o ano de 2025, São Paulo registrou apenas dois casos da doença.
O que é sarampo?
O sarampo é uma doença infecciosa e altamente contagiosa, causada por vírus. A transmissão acontece de pessoa para pessoa pelo ar, principalmente ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
A doença pode causar complicações, principalmente em crianças pequenas. A vacinação é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente pelo SUS.
Quais são os sintomas do sarampo?
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e sua transmissão ocorre pelo ar. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus ao tossir, espirrar, falar ou até respirar perto de outras pessoas.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre alta;
- Manchas vermelhas pelo corpo;
- Tosse seca;
- Coriza;
- Irritação nos olhos;
- Pequenos pontos brancos dentro da boca.
As manchas geralmente começam na região da cabeça e avançam em direção aos pés. Quem apresentar sinais compatíveis com a doença deve procurar um serviço de saúde.
Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?
A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. O SUS oferece gratuitamente imunizantes que protegem contra a doença nas unidades de saúde.
Na vacinação de rotina, crianças recebem a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses registradas.
Adultos entre 30 e 59 anos precisam ter pelo menos uma dose. Já profissionais da saúde devem comprovar duas doses, independentemente da idade.
Em áreas determinadas pelas autoridades de saúde, bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias também podem receber a chamada dose zero. Essa aplicação extra não substitui as doses previstas no calendário regular.
A cobertura vacinal também avançou no estado. A primeira dose passou de 86,56% em abril para 93,24% em julho de 2026. A meta das autoridades é atingir 95% do público-alvo.
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