Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Saúde materna: exames e cuidados essenciais da gravidez até o pós-parto

Do pré-natal ao pós-parto, acompanhamento médico e exames ajudam a prevenir complicações
Gestante sorridente simbolizando a saúde da mãe e o bem-estar integral durante o período de gravidez.

A gravidez é um período marcado por mudanças físicas, emocionais e hormonais. Ao mesmo tempo em que muitas famílias vivem a expectativa pela chegada do bebê, esse também é um momento que exige atenção à saúde da mãe desde os primeiros sinais da gestação.

Neste Dia das Mães, especialistas reforçam que o acompanhamento médico precoce e os exames realizados ao longo da gravidez ajudam a prevenir complicações e garantem mais segurança tanto para a gestante quanto para o bebê.

O cuidado contínuo também permite identificar riscos antes que eles se agravem e oferece suporte em todas as fases da maternidade.

O Ministério da Saúde orienta que o pré-natal seja iniciado preferencialmente até a 12ª semana de gestação. Além das consultas médicas, o acompanhamento envolve exames laboratoriais, ultrassonografias, avaliação emocional e orientações importantes para o parto e o pós-parto.

Segundo a Dra. Luciana Nicastro, ginecologista e obstetra e coordenadora da Maternidade do Hospital Sepaco, em entrevista à VTV News, o cenário ideal seria que os cuidados começassem antes mesmo da gravidez.

“O cenário ideal seria procurar o ginecologista para uma avaliação pré-concepcional, quando se pretende engravidar”, explica a médica.

Ela afirma que essa preparação permite iniciar suplementações importantes, atualizar vacinas e investigar possíveis fatores de risco antes da gestação acontecer.

Acompanhamento precoce pode evitar complicações na gravidez

Mesmo quando a gravidez não é planejada, especialistas alertam que a procura pelo médico deve acontecer logo nos primeiros sintomas ou suspeitas. Náuseas, atraso menstrual e mudanças hormonais costumam ser os primeiros sinais observados pelas mulheres.

Para a Dra. Luciana Nicastro, o acompanhamento precoce ajuda a confirmar se a gestação está evoluindo corretamente e permite identificar possíveis riscos logo no início.

“Com isso, conseguimos prevenir e diagnosticar precocemente condições que podem impactar a saúde da mãe e do bebê”, destaca.

Entre os problemas que podem ser detectados ainda nas primeiras semanas estão diabetes gestacional, hipertensão, alterações hormonais e síndromes cromossômicas no bebê.

Além da avaliação clínica, o início do pré-natal também funciona como um momento de acolhimento e orientação para a mulher, principalmente para mães de primeira viagem, que costumam enfrentar muitas dúvidas durante a adaptação à gestação.

Médica realizando consulta de pré-natal em gestante, focando na saúde da mãe e orientações para o parto.

Primeiros exames ajudam a confirmar a gestação

Os primeiros exames da gravidez têm papel fundamental para avaliar a saúde da mãe e acompanhar o desenvolvimento inicial do bebê. O beta-HCG costuma ser o primeiro exame solicitado para confirmar a gestação.

Já o ultrassom inicial ajuda a verificar se a gravidez está localizada corretamente dentro do útero e se o desenvolvimento do embrião está compatível com o tempo gestacional.

Segundo a especialista, o exame também permite identificar se a gravidez é única ou gemelar e acompanhar os primeiros sinais de evolução do bebê.

Além disso, os médicos solicitam exames laboratoriais para investigar possíveis alterações que possam trazer riscos durante a gravidez.

Entre os principais exames estão:

  • Hemograma;
  • Glicemia;
  • Tipagem sanguínea;
  • Função tireoidiana;
  • Sorologias para HIV, sífilis, hepatites e toxoplasmose.

A atualização da carteira de vacinação também faz parte dos cuidados iniciais do pré-natal. Algumas vacinas são recomendadas durante a gravidez para proteger mãe e bebê contra infecções e complicações.

Pré-natal acompanha o desenvolvimento do bebê

Ao longo da gravidez, os exames mudam conforme o desenvolvimento do bebê e as necessidades de cada fase da gestação. O acompanhamento contínuo ajuda a monitorar crescimento fetal, formação dos órgãos e possíveis alterações na saúde materna.

Portanto, não existe apenas um exame mais importante no pré-natal, mas um conjunto de avaliações fundamentais para garantir uma gravidez segura.

A Dra. Luciana Nicastro explica que os exames também ajudam a rastrear riscos de pré-eclâmpsia e prevenir casos de prematuridade relacionados a alterações no colo do útero.

Entre os exames mais importantes estão as ultrassonografias realizadas ao longo da gestação. O primeiro ultrassom costuma acontecer entre 7 e 9 semanas.

Já o ultrassom morfológico do primeiro trimestre, realizado por volta das 12 semanas, avalia a formação inicial do bebê e ajuda no rastreamento de alterações genéticas e risco de pré-eclâmpsia.

No segundo trimestre, outro ultrassom morfológico, normalmente feito perto das 22 semanas, permite uma análise mais detalhada dos órgãos e do desenvolvimento fetal.

A especialista também destaca a importância do ecocardiograma fetal, realizado aproximadamente na 26ª semana, além dos exames de sangue voltados para rastreamento de anemia, diabetes gestacional, doenças da tireoide e infecções.

“Esse acompanhamento contínuo é o que garante um desenvolvimento saudável e permite intervenções precoces quando necessário”, explica.

Exame de ultrassom fetal para monitoramento da saúde da mãe e desenvolvimento do bebê no segundo trimestre.

Final da gravidez exige mais atenção e consultas frequentes

Na reta final da gestação, os cuidados se intensificam. A partir das 34 semanas, as consultas passam a ser mais frequentes e o foco principal se torna a segurança do parto.

Nessa fase, os médicos avaliam fatores como crescimento do bebê, quantidade de líquido amniótico, posição fetal e sinais de bem-estar do bebê dentro do útero.

Também é realizado o exame para detectar a bactéria Streptococcus do grupo B, que pode trazer riscos ao recém-nascido durante o parto.

“É nessa fase que definimos a melhor estratégia para o parto, sempre priorizando a segurança da mãe e do bebê”, afirma a obstetra.

O Ministério da Saúde orienta que as consultas sejam mensais até a 28ª semana, quinzenais até a 36ª e semanais até o nascimento do bebê.

Pós-parto também exige cuidados médicos e emocionais

O nascimento do bebê não marca o fim dos cuidados com a saúde da mãe. O pós-parto é considerado um período delicado e que exige atenção física e emocional.

Segundo a Dra. Luciana Nicastro, algumas doenças desenvolvidas durante a gravidez podem piorar após o parto, além de condições anteriores voltarem a apresentar alterações.

“A mãe deve manter acompanhamento médico para avaliar sua recuperação, controlar possíveis complicações e acompanhar a pressão arterial”, explica.

Em alguns casos, também pode ser necessário repetir exames laboratoriais para acompanhar condições como diabetes gestacional, alterações hormonais e doenças da tireoide.

A especialista destaca ainda que o cuidado emocional da mulher precisa receber atenção nesse período.

“Também é essencial cuidar da saúde mental dessa mãe, fornecer rede de apoio e atenção aos blues puerperais ou depressão pós-parto”, alerta.

Além disso, dificuldades na amamentação, dores, fissuras mamárias e mastite também precisam de acompanhamento profissional para evitar complicações e sofrimento materno.

Mãe amamentando recém-nascido com apoio profissional para garantir a saúde da mãe e evitar mastite.

Rede de apoio faz diferença na saúde da mãe

Além dos exames e consultas, especialistas destacam que a rede de apoio também influencia diretamente na recuperação e no bem-estar da mulher.

O apoio da família, do parceiro e dos profissionais de saúde ajuda a reduzir sobrecarga emocional, inseguranças e dificuldades comuns no início da maternidade.

O Ministério da Saúde também orienta que a gestante conheça seus direitos durante o pré-natal e o parto, incluindo o direito a acompanhante, plano de parto e atendimento humanizado.

O acompanhamento contínuo durante a gravidez e após o nascimento do bebê ajuda a garantir mais segurança, acolhimento e qualidade de vida para mãe e filho.

Gestantes têm direitos garantidos

O Ministério da Saúde também reforça que toda gestante possui direitos garantidos durante o pré-natal, parto e pós-parto.

Entre eles estão:

  • Direito a acompanhante;
  • Acesso à maternidade de referência;
  • Elaboração do plano de parto;
  • Atendimento humanizado;
  • Respeito às decisões da gestante durante o parto.

A orientação também alerta para situações de violência obstétrica, que podem acontecer durante o pré-natal, parto ou pós-parto.

A violência obstétrica pode incluir agressões verbais, constrangimentos, negligência, procedimentos sem autorização e outras formas de desrespeito à mulher.

Canais de denúncia

Mulheres que sofrerem violência obstétrica podem procurar ajuda e denunciar pelos seguintes canais:

  • Ouvidoria do próprio serviço de saúde;
  • Disque 136, da Ouvidoria Geral do SUS;
  • Disque 100, para violações de direitos humanos;
  • Disque 180, da Central de Atendimento à Mulher;
  • Ministério Público Municipal, Estadual ou Federal.

Também é possível buscar orientação diretamente na Promotoria de Justiça da cidade.


Continua após a publicidade

Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

VEJA TAMBÉM

Canetas de semaglutida sendo seguradas por mãos sobre uma mesa, em ambiente clínico, com embalagem ao fundo; imagem relacionada à liberação pela Anvisa de versões genéricas e similares.

Anvisa investiga casos de doença ocular rara ligada a canetas emagrecedoras

Procedimento estético em clínica: profissional com luvas azuis realiza tratamento no rosto de uma cliente com aparelho e máscara de proteção, em ambiente limpo e iluminado.

Excesso de procedimentos estéticos pode afastar cuidados das necessidades da pele

Exame durante ultrassom na gravidez, com transdutor aplicado na barriga e gel visível, enquanto o profissional segura o equipamento; ilustra busca por congelamento de óvulos entre mulheres.

Busca por congelamento de óvulos cresce entre mulheres com menos de 35 anos

Mulher em banheiro com adesivos coloridos simulando Adesivo para acne no rosto, foto gerada por IA com fundo de pia e toalhas.

Adesivo para acne vira febre entre a Gen Z, mas funciona?

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.