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Setembro Amarelo: veja sinais de alerta e saiba onde buscar ajuda

Veja quais mudanças de comportamento exigem atenção e conheça os canais disponíveis para receber apoio especializado
Setembro Amarelo: silhueta de uma pessoa ajoelhada no chão em ambiente escuro, sugerindo sinais de alerta e a importância de buscar ajuda

O Setembro Amarelo reúne, ao longo do mês, ações de conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio em diferentes partes do Brasil. A mobilização ocorre por meio de informação, orientação e acesso aos serviços de saúde para ampliar o cuidado com pessoas em sofrimento emocional.

Quais sinais indicam sofrimento emocional

Algumas mudanças de comportamento podem indicar que uma pessoa precisa de atenção. Entre elas estão tristeza persistente, isolamento, perda de interesse, alterações no sono e no apetite.

Também podem aparecer irritabilidade, queda no rendimento escolar ou profissional e sentimentos frequentes de desesperança. Segundo o Ministério da Saúde, esses sinais precisam ser analisados em conjunto.

Mudanças que merecem atenção

A preocupação aumenta quando surgem falas relacionadas à morte, falta de esperança ou ausência de sentido para a própria vida. O isolamento social também pode acompanhar períodos de maior sofrimento.

O Ministério da Saúde ressalta que não existe uma forma isolada de identificar uma crise suicida. Por isso, familiares e amigos devem observar mudanças persistentes e procurar orientação adequada.

Como familiares e amigos podem ajudar

A escuta ocupa um papel importante quando alguém demonstra sinais de sofrimento. Familiares e amigos podem conversar em um ambiente tranquilo e demonstrar disponibilidade para ouvir.

“O mais importante é oferecer escuta, acolhimento e presença. Muitas vezes, a pessoa não precisa de julgamentos ou soluções imediatas, mas de alguém disposto a ouvi-la com atenção e respeito”, explica o médico pós-graduado em psiquiatria, Ricardo Seléto.

Demonstrar preocupação, manter o contato próximo e incentivar a busca por ajuda profissional também são medidas indicadas. Em situações de risco imediato, a pessoa não deve permanecer sozinha.

Onde buscar atendimento em saúde mental

A rede pública oferece diferentes caminhos para quem precisa de acompanhamento. A pessoa pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

A Rede de Atenção Psicossocial do SUS reúne serviços de diferentes níveis de atendimento. A UBS pode orientar o paciente e encaminhá-lo quando necessário.

Em casos de urgência, também existem as Unidades de Pronto Atendimento, os hospitais, os prontos-socorros e o SAMU, pelo telefone 192. O Ministério da Saúde inclui tentativas de suicídio entre as situações atendidas pelo serviço.

O CVV atende pelo telefone 188, gratuitamente, todos os dias. O serviço oferece apoio emocional e funciona em parceria com o SUS. As informações oficiais estão disponíveis no Ministério da Saúde.

O papel do atendimento profissional

Imagem do especialista Ricardo Seléto sentado, refletindo sobre a importância de reconhecer o sofrimento e buscar atendimento diante de dificuldades emocionais no Setembro Amarelo.

Para Ricardo Seléto, reconhecer o sofrimento e buscar atendimento são medidas importantes diante de dificuldades emocionais.

“Se você está passando por um momento difícil, saiba que não precisa enfrentar tudo sozinho. Muitas vezes, a dor emocional faz parecer que não existe saída, mas isso não significa que ela realmente não exista”, afirma.

O médico também destaca a importância da presença de familiares e amigos para quem enfrenta esse tipo de situação.

“Uma conversa sincera, sem julgamentos, pode ser o primeiro passo para que essa pessoa encontre a ajuda de que precisa”, acrescenta Seléto.

Buscar atendimento diante de sinais persistentes permite avaliar cada situação de forma individual. Quem identifica sofrimento em si ou em outra pessoa pode procurar a rede de saúde ou os canais de apoio disponíveis.


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Autor

  • Laís Seguin

    Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e atua na imprensa desde 2021 como repórter de cotidiano, comportamento e variedades. Produz conteúdos voltados ao dia a dia da população, com foco em informação acessível e de interesse regional.

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