Fortes dores nos glúteos podem indicar problemas diferentes, mesmo quando a sensação é semelhante à de uma inflamação no nervo ciático. Foi o que aconteceu com o cantor Zé Felipe, diagnosticado com síndrome do piriforme.
A condição está relacionada ao músculo piriforme, localizado na região profunda dos glúteos, próximo ao nervo ciático. Quando esse músculo sofre irritação ou espasmos e comprime o nervo, pode provocar dores que se estendem para a parte posterior da coxa e, em alguns casos, chegam até os pés.
“A síndrome do piriforme ocorre quando o músculo localizado na região profunda dos glúteos irrita ou comprime o nervo ciático, provocando dor que pode irradiar para a parte posterior da coxa e, em alguns casos, chegar até o pé. Como os sintomas podem ser semelhantes aos de problemas na coluna, é importante realizar uma avaliação médica para identificar a origem da dor e definir o tratamento mais adequado”, explica o Dr. Alexandre Penna, ortopedista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Quais são os sintomas e as causas?
O principal sintoma é a dor na região dos glúteos, que pode irradiar para as pernas. Também podem ocorrer formigamento, dormência e sensação de queimação.
O desconforto costuma piorar durante atividades como correr, subir escadas ou permanecer sentado por muito tempo.
Entre os fatores associados ao desenvolvimento da síndrome estão movimentos repetitivos, sobrecarga muscular e lesões na região. O aumento excessivo da intensidade dos exercícios físicos também pode favorecer o problema, embora nem sempre seja possível identificar uma causa específica.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico é realizado principalmente por meio da avaliação médica e do exame físico, que podem incluir movimentos específicos do quadril e das pernas para identificar a origem da dor.
Quando necessário, exames de imagem são solicitados para descartar outras condições com sintomas semelhantes, como a hérnia de disco.
Na maioria dos casos, o tratamento é conservador, sem necessidade de cirurgia. Entre as medidas que podem ser recomendadas estão:
- Fisioterapia: para auxiliar na recuperação muscular;
- Alongamentos: realizados com orientação profissional;
- Fortalecimento muscular: para melhorar a estabilidade da região;
- Adaptação das atividades físicas: com redução temporária dos exercícios que provocam dor;
- Medicamentos: prescritos pelo médico, quando necessário.
“É importante não insistir em movimentos que aumentem a dor nem recorrer à automedicação. A retomada dos exercícios deve ser gradual e considerar a evolução de cada paciente”, orienta o Dr. Alexandre Penna.
Caso os sintomas persistam ou interfiram nas atividades cotidianas, é importante procurar avaliação médica. Dor acompanhada de fraqueza progressiva, perda importante de sensibilidade ou alterações no controle da bexiga ou do intestino exige atendimento médico imediato.




