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Surto de Ebola na África faz OMS declarar emergência global; entenda o cenário

Doença já deixou mais de 100 mortos na África
Profissional de saúde com equipamentos de proteção individual em laboratório de pesquisa, representando o desenvolvimento de novos tratamentos e vacinas experimentais contra o vírus Ebola recomendados pela OMS.

O surto de Ebola na África voltou a colocar autoridades de saúde em alerta máximo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar emergência de saúde pública internacional no último sábado (16). A decisão ocorreu depois do aumento de mortes e casos suspeitos registrados principalmente na República Democrática do Congo e em Uganda.

Segundo informações divulgadas pela OMS e pelos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África), o avanço da doença preocupa devido ao risco de propagação internacional e à circulação intensa de pessoas entre os países da região.

O que aconteceu para a OMS declarar emergência global?

A OMS anunciou a medida após confirmar o avanço do Ebola causado pela variante Bundibugyo na República Democrática do Congo. De acordo com comunicado divulgado pela organização no sábado (16), já eram investigados mais de 240 casos suspeitos e dezenas de mortes na província de Ituri.

As informações foram publicadas inicialmente pela agência Deutsche Welle e reforçadas por atualizações da própria OMS ao longo do fim de semana.

Além do Congo, Uganda também confirmou casos da doença, incluindo uma morte registrada em Kampala, capital do país. Autoridades sanitárias afirmaram que parte dos pacientes havia viajado entre regiões afetadas antes da confirmação da infecção.

Quantas mortes e casos já foram registrados?

Dados divulgados no domingo (17) pelos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças apontam mais de 100 mortes e centenas de casos suspeitos relacionados ao Ebola.

Segundo a CNN Internacional, autoridades locais investigam possível subnotificação, já que muitas áreas afetadas possuem acesso limitado a hospitais e centros de diagnóstico.

Na segunda-feira (18), o CDC dos Estados Unidos confirmou um caso da doença em um profissional americano que atuava na República Democrática do Congo. Segundo o órgão, o paciente será transferido para a Alemanha para tratamento especializado.

O que é o Ebola?

O Ebola é uma doença viral grave e altamente contagiosa, descoberta em 1976, próxima ao Rio Ebola, na atual República Democrática do Congo. Segundo o Ministério da Saúde, a doença é considerada uma zoonose, com morcegos sendo os hospedeiros mais prováveis do vírus.

A transmissão inicial para humanos costuma ocorrer por contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como morcegos, chimpanzés e gorilas.

Depois disso, o vírus passa a circular entre pessoas por meio do contato direto com sangue, secreções ou objetos contaminados.

Quais são os sintomas do Ebola?

Os sintomas do Ebola podem aparecer entre 2 e 21 dias após a infecção. De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais incluem:

  • Febre alta;
  • Fraqueza intensa;
  • Dor de cabeça;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Dor abdominal;
  • Hemorragias;
  • Dores musculares.

Os pacientes só conseguem transmitir o vírus após o início dos sintomas.

Ebola é transmitido pelo ar?

Não. Segundo o Ministério da Saúde, não existe registro de transmissão aérea do Ebola. O vírus se espalha principalmente pelo contato direto com sangue e fluidos corporais de pessoas infectadas.

O risco aumenta em hospitais sem estrutura adequada, durante cuidados médicos e também em funerais com contato direto com corpos contaminados.

Existe vacina ou tratamento?

O atual surto envolve a cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existem vacinas aprovadas ou tratamentos específicos licenciados.

O tratamento atual funciona com medidas de suporte, como hidratação, estabilização do paciente e controle dos sintomas. Quanto mais cedo o atendimento começa, maiores são as chances de sobrevivência.

Segundo a OMS, algumas vacinas experimentais já demonstraram eficácia contra outras variantes do vírus em surtos anteriores.

Existe risco de Ebola no Brasil?

Até o momento, o Brasil não registra casos de Ebola. O Ministério da Saúde afirma que o risco para a população brasileira continua baixo.

Mesmo assim, autoridades mantêm protocolos de vigilância para viajantes vindos de regiões afetadas. Casos suspeitos precisam de notificação imediata e isolamento rápido para evitar qualquer possibilidade de transmissão.

A OMS também não recomenda restrições globais de viagem neste momento, mas orienta que países reforcem ações de monitoramento sanitário.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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