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Por que a tulipa vermelha virou símbolo do Parkinson? Entenda uso em cordão de identificação

Entenda a origem da flor ligada à conscientização sobre a doença e a relação com o novo cordão usado para sinalizar restrições motoras
Tulipa vermelha associada à conscientização sobre a doença de Parkinson

Campinas passou a adotar o Cordão Tulipa Vermelha para identificar pessoas com Parkinson e outros distúrbios do movimento em espaços públicos e privados. A medida utiliza uma referência que já tem reconhecimento legal no Brasil e ajuda a entender a origem desse símbolo.

A origem da tulipa vermelha ligada ao Parkinson

A história da tulipa vermelha começou na Holanda, na década de 1980. O floricultor J.W.S. Van der Wereld, que tinha doença de Parkinson, criou uma variedade da flor com detalhes brancos.

Van der Wereld deu à criação o nome de Tulipa Dr. James Parkinson. A escolha homenageou o médico inglês James Parkinson, que descreveu a doença em um trabalho publicado em 1817. O registro histórico consta em documentos do Senado Federal.

A relação entre a flor e a doença ganhou espaço em campanhas de conscientização. No Brasil, essa associação também passou a fazer parte da legislação federal.

Quando a tulipa vermelha virou símbolo oficial?

A Lei nº 14.606, de 2023, criou o mês de abril como período nacional de conscientização sobre a doença de Parkinson. A mesma norma estabeleceu a tulipa vermelha como símbolo da campanha.

Em 2024, a Lei nº 15.037 atualizou essa definição. Desde então, a legislação passou a chamar o símbolo de Tulipa Dr. James Parkinson e registrou oficialmente sua origem na criação de Van der Wereld.

A legislação também relaciona a campanha à divulgação dos sintomas, ao diagnóstico precoce e ao acesso aos tratamentos disponíveis. O mês de abril, portanto, ganhou uma função específica de informação sobre a doença.

O que a tulipa representa em Campinas?

Em Campinas, o símbolo ganhou uma aplicação prática com o uso do Cordão Tulipa Vermelha. A proposta permite sinalizar uma condição que pode afetar os movimentos e exigir atenção durante o atendimento.

O uso do cordão é facultativo. Pessoas com Parkinson ou outros distúrbios do movimento podem utilizá-lo para indicar possíveis restrições motoras e necessidade de auxílio.

A medida também alcança acompanhantes e responsáveis. O objetivo é facilitar a identificação sem transformar o acessório em uma exigência para garantir direitos.

Cordão da tulipa vermelha. Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas

Quais sintomas estão relacionados ao Parkinson?

A doença de Parkinson afeta o sistema nervoso e pode provocar alterações nos movimentos. Entre os sinais estão tremor de repouso, rigidez muscular, lentidão e problemas de equilíbrio.

O Ministério da Saúde atualizou, em 2025, o protocolo nacional para diagnóstico, tratamento e acompanhamento da doença. O documento considera sintomas motores e também manifestações que não envolvem diretamente os movimentos.

Por isso, a identificação correta da condição pode ajudar em situações nas quais a pessoa apresenta dificuldade para caminhar, escrever ou realizar outros movimentos. A avaliação médica continua sendo necessária para o diagnóstico.

Por que o símbolo continua sendo usado?

A tulipa vermelha reúne uma referência histórica e uma função de conscientização. No Brasil, seu significado está definido por lei e está ligado às ações de informação sobre Parkinson.

Em Campinas, a mesma identificação passou a ter uma função adicional com o cordão. Assim, a flor deixou de aparecer apenas em campanhas e também pode ser utilizada como sinalização em situações do dia a dia.


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Autor

  • Laís Seguin

    Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e atua na imprensa desde 2021 como repórter de cotidiano, comportamento e variedades. Produz conteúdos voltados ao dia a dia da população, com foco em informação acessível e de interesse regional.

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