A variante da covid BA.3.2, chamada de “Cicada”, foi identificada em vários países desde 2024 e voltou a crescer em 2025, segundo autoridades de saúde. O aumento de casos chama atenção por mutações no vírus e pela rápida disseminação.
O que é a variante da covid BA.3.2
A variante da covid BA.3.2 é uma linhagem do coronavírus com grande número de mutações. Ela apresenta entre 70 e 75 alterações na proteína spike, usada pelo vírus para entrar nas células.
De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), isso faz com que a linhagem seja considerada altamente divergente. Essa característica aumenta o interesse científico sobre seu comportamento.
Por que recebeu o nome “Cicada”
O apelido surgiu por comparação com o inseto cigarra. A variante ficou um período com poucos registros e depois voltou a aparecer em maior número. Esse padrão lembra o ciclo do inseto, que surge em massa após anos escondido.
Onde a variante da covid já foi detectada
A variante da covid foi identificada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024. O dado consta em monitoramento oficial do CDC.
Até fevereiro de 2026, havia registros em 23 países. O aumento de detecções começou a partir de setembro de 2025. O Brasil ainda não confirmou casos dessa linhagem até o momento.
Como os países monitoram a variante
Autoridades usam vigilância genômica para acompanhar mutações. Também há análise de amostras de esgoto e testes em viajantes. Essas estratégias ajudam a detectar o vírus antes do aumento de casos.
Variante da covid causa doença mais grave?
Até agora, não há evidência de maior gravidade. Especialistas da Northeastern University afirmam que o principal foco é acompanhar a evolução.
O risco atual está ligado à possível disseminação. Ainda não há indicação de aumento de hospitalizações por essa variante.
Sintomas mais comuns
Os sintomas são semelhantes aos de outras variantes recentes. Entre os principais sinais estão:
- Dor de garganta;
- Tosse;
- Congestão nasal;
- Cansaço;
- Dor de cabeça;
- Febre;
Também podem ocorrer sintomas gastrointestinais, como náusea e diarreia.
Vacinas funcionam contra a variante da covid?
As vacinas atuais foram desenvolvidas com base na variante Ômicron. Segundo o CDC, elas ainda oferecem proteção, principalmente contra casos graves.
No entanto, especialistas apontam que a distância genética pode reduzir a eficácia. Isso acontece por causa do alto número de mutações.
Por que as mutações preocupam
O grande volume de alterações pode dificultar o reconhecimento do vírus pelo sistema imune. Isso pode impactar a proteção gerada por infecção anterior ou vacinação.
O CDC destaca que monitorar a variante ajuda a entender esse possível escape imunológico. Os dados são usados para atualizar estratégias de saúde pública.
Quem deve ter mais atenção
Grupos de risco seguem como prioridade. Isso inclui idosos e pessoas com doenças crônicas.
Especialistas recomendam manter cuidados básicos. A covid segue sendo tratada como uma doença respiratória comum, semelhante à gripe.
O que fazer em caso de teste positivo
Autoridades recomendam testar ao apresentar sintomas. Se o resultado for positivo, o indicado é ficar em casa até a recuperação.
Caso não seja possível isolamento completo, o uso de máscara adequada reduz a transmissão. Modelos como N95 ainda são recomendados em ambientes fechados. Manter a vacinação atualizada também continua sendo orientação central.
A variante da covid BA.3.2 segue sob monitoramento internacional. Até o momento, o foco das autoridades é acompanhar sua evolução e impacto na circulação do vírus.