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Câncer é a doença crônica que mais mata em três cidades da região de Campinas

Estiva Gerbi, Monte Alegre do Sul e Pedra Bela tiveram um aumento nas mortes causadas pela doença
Frasco do medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana) da Daiichi Sankyo, aprovado pela Anvisa para o tratamento de câncer de mama.

De acordo com um estudo do Observatório de Oncologia, em 2023, o câncer liderou as mortes entre as doenças crônicas não transmissíveis em 670 cidades do Brasil, incluindo três municípios da região de Campinas: Estiva Gerbi, Monte Alegre do Sul e Pedra Bela.

O levantamento, divulgado na última sexta-feira (7), evidencia uma transição epidemiológica, na qual o câncer superou doenças cardiovasculares como principal causa de morte, especialmente nas regiões mais desenvolvidas do país. A doença ultrapassou até mesmo enfermidades do aparelho circulatório, que antes ocupavam o primeiro lugar entre os óbitos — desconsiderando as mortes causadas por doenças transmissíveis, como Covid-19.

Entre os fatores do crescimento de 120% das mortes ocasionadas por câncer no Brasil, entre 1998 e 2023, estão o envelhecimento da população, maior prevalência de hábitos de risco, como tabagismo, sedentarismo e dieta inadequeda, além dos avanços nos registros de mortalidade.

Mais do que afetar grandes centros urbanos, a pesquisa ainda aponta que a transição ocorre em cidades com diferentes portes populacionais. Em 48% dos municípios onde o câncer lidera as mortes, a população é de até 25 mil habitantes, algo que inclui o perfil das três cidades da região de Campinas.

Possíveis causas

O Observatório ainda aponta que a crescente nas mortes pode ser justificada com o aumento na expectativa de vida, que eleva as mutações genéticas motivadas pelo envelhecimento.

Além disso, o avanço no controle de doenças cardiovasculares e infecciosas, faz com que o câncer se destaque cada vez mais.


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Autor

  • Aline Oliveira

    Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Atua há mais de sete anos como repórter, com passagens pela Revista Quem, CNN Brasil e UOL.

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