Uma adolescente de 15 anos foi atingida na cabeça por um disparo acidental de arma de fogo durante a virada de ano em Valinhos, cidade da região de Campinas. O caso aconteceu por volta da meia-noite do dia 1º de janeiro, no bairro Ponte Alta, enquanto a jovem assistia à queima de fogos encostada em uma caminhonete. O pai da vítima, Antônio de Oliveira Lima, foi o primeiro a notar o sangramento.
“No primeiro momento, eu pensei que era algum estilhaço dos fogos [de artificio]. Quando puxei o cabelo dela para o lado, vimos que escorreu muito sangue e me assustei”, comentou Antônio em entrevista ao VTV da Gente.

O pai relata que após encostar a filha na caminhonete, ele visualizou a marca da projetil na caminhonete, e logo alertou os familiares. Após relatar ao pai uma sensação estranha e notar sangramento, a adolescente foi socorrida e levada de imediato à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Valinhos.
Segundo Boletim de Ocorrência, o disparo atingiu a menor na região da cabeça. Devido ao barulho dos fogos, o estampido não foi percebido pelas pessoas presentes, tampouco foi possível visualizar qualquer movimentação suspeita na rua no momento do ocorrido.
Estado de saúde e atendimento
Na UPA, a jovem foi atendida pela médica plantonista, que constatou lesão superficial no couro cabeludo, sem risco à vida. Ela permaneceu consciente e orientada, recebeu curativos, passou por exames de imagem para avaliar a extensão do ferimento e foi liberada após a constatação de estabilidade clínica.
A Guarda Civil Municipal foi acionada e deslocou uma equipe até o pronto-atendimento, acompanhando o caso até a Delegacia de Polícia. O pai da vítima prestou depoimento e descreveu a sequência dos fatos conforme consta no registro oficial. A Polícia Civil instaurou investigação sob os enquadramentos de Disparo de Arma de Fogo e Lesão Corporal, ambos em sua forma consumada, com autoria inicialmente tratada como desconhecida.
Foram requisitadas perícias técnicas no veículo para apuração do impacto balístico e coleta de vestígios, além do laudo médico-legal no IML. Não houve apreensão de arma no local, e nenhum suspeito foi detido até o momento. O caso permanece em apuração e poderá ser reclassificado conforme o avanço das diligências ou eventual confirmação da autoria do disparo.