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TSE aprova novas regras para uso de IA nas eleições; saiba quais

TSE proíbe conteúdos de IA 72 horas antes do pleito, veta sugestão de voto por algoritmos e reforça a responsabilidade das plataformas digitais
Tribunal Superior Eleitoral aprova regras para uso de inteligência artificial nas eleições 2026

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) finalizou, em sessão administrativa extraordinária realizada nesta segunda-feira (2), a votação de todas as instruções relativas às Eleições Gerais de 2026. Com a aprovação de mais sete resoluções, o Tribunal consolidou o conjunto de diretrizes que nortearão o pleito — no qual serão escolhidos o presidente da República, governadores, senadores e deputados (federais, estaduais e distritais) — incluindo o calendário eleitoral e as normas sobre o uso de tecnologias.

Também foram aprovadas as normas que tratam dos seguintes temas: calendário eleitoral; propaganda eleitoral; auditoria e fiscalização; registro de candidatura; representações e reclamações; ilícitos eleitorais; e consolidação das normas voltadas ao cidadão.

Restrições ao uso de IA e conteúdo digital

Um dos pontos centrais da atualização foi o uso de Inteligência Artificial (IA) nas campanhas. Por decisão unânime, o TSE estabeleceu:

  • Bloqueio de conteúdo modificado: Está proibida a postagem em redes sociais de conteúdos alterados envolvendo imagem e voz de candidatos ou figuras públicas no período entre 72 horas antes do pleito e 24 horas após a votação. (O primeiro turno ocorre em 4 de outubro).
  • Proibição de sugestões de voto: Provedores de IA não poderão permitir que seus sistemas sugiram candidatos aos usuários, mesmo sob solicitação, visando evitar a interferência de algoritmos na livre escolha do eleitor.
  • Combate à misoginia digital: Estão proibidas montagens envolvendo candidatas, bem como fotos e vídeos com conteúdo de nudez ou pornografia.

Responsabilidade das plataformas

A Corte Eleitoral também reafirmou a responsabilização jurídica dos provedores de internet. As plataformas poderão ser punidas pela Justiça caso não removam perfis falsos e postagens ilegais publicadas por seus usuários.

De acordo com o vice-presidente da Corte e relator das resoluções, ministro Nunes Marques, o conjunto de resoluções aprovado sinaliza equilíbrio: “A Justiça Eleitoral não pecará pelo excesso, tampouco pela inação”. 


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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