Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Grupo Pão de Açúcar inicia recuperação extrajudicial; lojas seguem funcionando

Acordo para renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas tem aval de credores e não afeta fornecedores ou funcionários
Foto fachada Grupo Pão de Açúcar

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou, nesta terça-feira (10), a formalização de um acordo com seus principais credores para a apresentação de um plano de recuperação extrajudicial. A medida visa renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas, após a companhia registrar prejuízos anuais sucessivos desde 2022, motivados pela queda no consumo, encerramento de lojas com baixo desempenho, juros elevados e o pagamento de passivos fiscais e trabalhistas.

O objetivo central do acordo é obter prazos estendidos e melhores condições de pagamento para que o GPA reorganize sua estrutura financeira e evite riscos severos, como um eventual pedido de falência. A recuperação possui prazo inicial de 90 dias e entra em efeito imediato junto aos credores. Vale destacar que a renegociação não abrange obrigações com fornecedores, clientes ou encargos trabalhistas.

O Grupo é detentor das bandeiras Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, além das marcas exclusivas Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers, comercializadas em suas unidades.

Incerteza operacional

No balanço trimestral divulgado ao final do ano passado, o GPA reportou um déficit de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, impulsionado principalmente pelo vencimento de empréstimos e títulos previstos para 2026. Em comunicado, a companhia admitiu a gravidade da situação: “Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”.

Como será a recuperação extrajudicial?

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) detalhou como funcionará o seu plano de recuperação extrajudicial, aprovado por unanimidade pelo conselho administrativo. A proposta já conta com o apoio de credores que detêm 46% dos valores negociados — o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões —, superando o quórum mínimo exigido pela legislação para dar início ao processo.

O acordo prevê a suspensão temporária do pagamento das dívidas abrangidas enquanto a companhia negocia novas condições. O objetivo central é alcançar um consenso com a maioria dos credores para definir uma solução definitiva que reorganize o endividamento. Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço, resolvendo pressões de caixa no curto prazo para garantir a sustentabilidade financeira futura.

Operações mantidas

Apesar da renegociação bilionária, a empresa assegurou que as operações de suas lojas seguem normalmente. O GPA destacou que está em dia com os pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais, reforçando que o plano foi estruturado justamente para preservar o funcionamento do negócio durante as tratativas.


Continua após a publicidade

Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

VEJA TAMBÉM

Treinador de Ganley se pronuncia após morte do influenciador

‘Vazio enorme’: treinador de Gabriel Ganley quebra o silêncio após morte do fisiculturista

FOTO: Rafael Ribeiro / CBF

Vini Jr marca primeiro gol do Brasil na Copa e responde críticas na Seleção

FOTO: Rafael Ribeiro / CBF

Brasil está escalado para estreia contra Marrocos na Copa do Mundo

Cópia de Destaque Portal (4)

‘Quem foi que me deixou vir?’, disse jovem antes de ser arremessada sem corda e morrer

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.