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Mensagens revelam ofensas de oficial a PM morta: ‘Lugar de mulher é em casa’

Em mensagens, Gisele afirmou que ele precisaria mudar as atitudes para que o relacionamento continuasse
mensagens mostra mensagens humilhando PM Gisele

A Corregedoria da Polícia Militar extraiu mensagens trocadas entre o tenente-coronel Geraldo Neto e sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana — que foi imobilizada por trás e baleada na cabeça pelo marido. De acordo com a conversa obtida pelo SP1, da Globo, a policial afirmou a Neto que ele a tratava de maneira humilhante, fazia piadas e a chamava de “burra“.

Em uma das conversas, Neto afirmou que lugar de mulher é “em casa e não na rua”.

“Lugar de mulher é em casa, cuidando do marido. E não na rua, caçando assunto. Rua é lugar de mulher solteira à procura de macho”, disse Neto.

Já em outra conversa, Gisele diz que o companheiro precisaria mudar seu comportamento, classificado por ela como “babaca” e “sem escrúpulos”.

“Não dá para entender. Você pediu para eu não ir embora. Eu fico e você continua igual, até pior, com seu tratamento. Falando coisas para me humilhar, para me provocar”, escreveu a policial em uma das mensagens.

Ela ainda afirmou que, para continuarem o relacionamento, ele teria que mudar: “Se você continuar, vai ter que mudar seu comportamento estúpido, ignorante, intolerante e sem escrúpulos. Estou deixando bem claro para você que não vou aguentar muito tempo esse comportamento babaca”.

Histórico de ciúmes

Segundo apurado pelo SBT News, o oficial demonstrava ciúmes excessivos desde o início do relacionamento. Ele possuía acesso às redes sociais e monitorava curtidas, mensagens e até mesmo as conversas da policial e sempre a confrontava. Familiares afirmaram

Relembre o caso

Gisele Alves foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel, Geraldo Rosa Neto. O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro, e a policial militar chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

No início, a morte foi tratada como possível suicídio. No entanto, a insistência da família por uma investigação mais aprofundada levou à realização de novos laudos periciais, que mudaram o rumo do caso.

Como denunciar casos de violência contra a mulher

Leia também: Desdobramento do caso: PM foi imobilizada por trás e morta com tiro na cabeça


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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