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10 países onde a eutanásia é legalizada e a situação na América Latina

Descubra como funciona o procedimento
Noelia Castillo, jovem espanhola de 25 anos que realizou procedimento de eutanásia legal na Espanha após decisão judicial.

A eutanásia é legalizada em alguns países como alternativa para pacientes que enfrentam doenças incuráveis e sofrimento intenso. A prática envolve o consentimento do paciente e supervisão médica rigorosa, sendo regulamentada por leis específicas.

O caso de Noelia Castillo Ramos (foto em destaque) reacendeu o debate sobre a eutanásia. A jovem espanhola, de 25 anos, conseguiu realizar o procedimento em 2026, após dois anos de disputas judiciais, enfrentando recursos de familiares e decisões de múltiplas instâncias judiciais.

Cada país define critérios diferentes, como idade mínima, tipo de doença e aprovação de comissões médicas. Apesar de rara, a legalização reflete debates sobre autonomia, direitos humanos e ética médica.

Holanda: pioneira na eutanásia ativa

A Holanda foi o primeiro país a legalizar a eutanásia ativa em 2002, após decisões judiciais que abriram caminho para a legislação. Pacientes com sofrimento insuportável podem solicitar o procedimento, que deve ser realizado por médicos e acompanhado por relatórios detalhados.

Bélgica: eutanásia para menores e adultos

Pouco depois da Holanda, a Bélgica legalizou a eutanásia, incluindo o suicídio assistido. O país se tornou pioneiro ao permitir a prática para menores de 12 anos em casos graves, desde que cumpridos critérios médicos rigorosos.

Luxemburgo: lei aprovada em 2009

Em Luxemburgo, a eutanásia é legal desde 2009. Pacientes terminais precisam da aprovação de dois médicos e de um comitê de especialistas para solicitar o procedimento.

Canadá: assistência médica para morrer

O Canadá adotou a eutanásia como “assistência médica para morrer” em 2016. A lei exige solicitação formal, aprovação de dois médicos e consentimento claro do paciente. O procedimento é permitido apenas para pessoas com doença incurável e sofrimento intenso.

Nova Zelândia: referendo e aprovação

A eutanásia entrou em vigor na Nova Zelândia em 2021 após referendo nacional. A lei exige que o paciente tenha 18 anos ou mais e obtenha autorização de dois médicos.

Portugal: regulamentação limitada

Portugal legalizou a eutanásia em 2023, mas a falta de regulamentação impede sua aplicação efetiva. O Tribunal Constitucional vetou alguns pontos, limitando a prática na prática clínica.

Colômbia: primeira na América Latina

Na Colômbia, a eutanásia foi descriminalizada em 1997 e regulamentada em 2015. O país permite o procedimento para pacientes com sofrimento físico ou psíquico intenso, mediante avaliação médica e comitê interdisciplinar. A lei garante liberdade de consciência aos profissionais de saúde.

Uruguai: Lei de Morte Digna

O Uruguai aprovou a eutanásia em 2025, permitindo que pacientes terminais optem pelo procedimento sob supervisão médica, desde que estejam plenamente conscientes.

Equador: descriminalização recente

O Equador descriminalizou a eutanásia em 2024, após disputa judicial envolvendo pacientes com doenças graves. A lei permite a morte assistida em circunstâncias extremas, com aprovação médica e comitê interdisciplinar.

Espanha: marco histórico

A Espanha legalizou a eutanásia em 2021, sendo o primeiro país de tradição católica a fazê-lo. O procedimento exige doença incurável ou condição incapacitante com sofrimento intolerável, aprovado por comitê médico-jurídico.

Situação da eutanásia na América Latina

Fora dos países citados, a eutanásia é proibida na maior parte da América Latina. Peru, México, Argentina, Brasil, Chile e Cuba permitem apenas práticas relacionadas, como recusa de tratamentos ou ortotanásia. O acesso à eutanásia ativa é restrito a casos excepcionais e enfrenta barreiras legais e culturais.


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Autor

  • Laís Seguin

    Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e atua na imprensa desde 2021 como repórter de cotidiano, comportamento e variedades. Produz conteúdos voltados ao dia a dia da população, com foco em informação acessível e de interesse regional.

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