O dia 1º de abril é considerado o Dia da Mentira e, entre brincadeiras, pegadinhas e as famosas ‘trolagens’, a data é associada a momentos de descontração e de pregar peças nos amigos. Mas, como diz o ditado: mentira tem perna curta, então cuidado!

Agora, você sabe o motivo da data? A verdade (não é trolagem!) é que há várias versões que remetem ao dia. Uma delas remete ao século 16, quando o calendário juliano foi substituído pelo calendário gregoriano — esse mesmo que usamos até os dias de hoje.
E a culpa? Foi dos franceses, que comemoravam a chegada do Ano Novo durante uma semana, entre o dia 25 de março e 1º de abril. Porém, à época, o rei Carlos IX decidiu que o Ano Novo passaria a ser celebrado no dia 1º de janeiro.
Com a troca, muitos demoraram para se adaptar à nova data ou até mesmo a rejeitaram. Por isso, começaram a ser chamados de “bobos de abril”, e os franceses passaram a brincar com aqueles que não aceitaram o novo calendário, enviando convites para festas que não existiam e até presentes “fora do comum”.
O principal ‘presente’ era peixe, que coincidia com o fim da Quaresma. Como não era época de pesca farta ou para zombar de quem estava “atrasado” no calendário, os engraçadinhos enviavam peixes falsos ou restos de peixe para os outros.
Já no Brasil, o primeiro registro da pegadinha ocorreu em 1828, quando um jornal de Minas Gerais chamado “A Mentira” publicou a morte de Dom Pedro I — uma informação falsa, claro, do dia 1º de abril.
Mas e agora? Por que ainda pregamos peças?
As pegadinhas se mantiveram ao longo dos anos e muitos viram nelas a oportunidade de lucrar. Empresas passaram a fortalecer o marketing e engajar publicações e vídeos com pegadinhas para aumentar a visibilidade do negócio.
Para além das brincadeiras com os amigos, muitos visam a oportunidade de unir diversão com dinheiro. Empresas de comunicação, varejo, moda e maquiagem entram na brincadeira justamente para gerar engajamento e divertir o público.