A Polícia Federal (PF) divulgou nesta sexta-feira (17), que estruturou uma operação nacional para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República durante as Eleições de 2026.
De acordo com a PF, a operação foi projetada para monitorar e proteger, simultaneamente, até dez candidaturas.
O plano prevê equipes especializadas espalhadas por todos os estados e um acompanhamento minucioso e permanente das agendas de campanha.
Ao todo, o órgão mobilizará até 458 servidores (entre agentes de proteção, chefes de equipe e especialistas em inteligência e logística), além de acionar o apoio de todas as superintendências regionais do país.
O monitoramento oficial começa no dia 20 de julho, logo após a homologação dos nomes nas convenções partidárias e mediante solicitação formal de cada partido.
Raio-X customizado: análise de risco e inteligência
Diferente de modelos genéricos, cada presidenciável terá um plano de segurança sob medida. A PF adotará uma metodologia técnica que atualiza o nível de risco conforme o avanço da campanha, avaliando o histórico de ameaças, dados de inteligência, infraestrutura dos locais e o contexto socioeconômico de cada região.
Antes de qualquer comício ou caminhada, equipes precursoras farão o reconhecimento de campo, articulando as ações com as forças de segurança estaduais e municipais.
Portanto, o objetivo é blindar os candidatos de forma discreta, gerando o menor impacto possível na dinâmica dos atos eleitorais.
Antidrones, blindados e monitoramento digital
A estrutura tecnológica desta operação envolve um arsenal de ponta. Dependendo do perfil do evento, a PF utilizará:
- Veículos blindados e grupos táticos de pronta resposta;
- Equipamentos de defesa antidrone e sistemas de reconhecimento facial;
- Monitoramento ativo de ameaças digitais e kits de vistoria antibombas.
Acompanhamento em tempo real
A partir do dia 20 será ativada a Sala Nacional de Comando e Controle. A central monitorará, em tempo real, a geolocalização das equipes, o andamento das agendas e qualquer anomalia no terreno.
A estrutura centralizada visa garantir respostas rápidas a imprevistos, suporte logístico imediato e total sinergia entre os agentes em campo.