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Brasil e EUA fecham cooperação contra crime transnacional; veja como funcionará

Projeto MIT permite o compartilhamento de dados em tempo real entre a Receita Federal e agência americana para interceptar tráfico de armas e drogas
Governo Federal firma Cooperação Mútua de enfrentamento ao crime com os EUA

O Governo Federal formalizou, nesta sexta-feira (10), a Cooperação Mútua entre a Receita Federal do Brasil (RFB) e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos, com foco no enfrentamento ao crime transnacional.

Denominada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), a iniciativa visa integrar esforços de inteligência e promover operações conjuntas para monitorar e interceptar o tráfico ilegal de armas e entorpecentes entre os países.

Durante o anúncio da cooperação, o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, afirmou que as medidas ampliam a segurança das nações e proporcionarão uma integração de inteligência com compartilhamento inédito de informações em tempo real.

“Essa informação vai ser compartilhada diretamente, em tempo real, da Receita Federal para a Polícia Federal, de modo que a gente ganhe em cooperação e aumente a inteligência. Lembrando que o que vem é tanto a informação bruta quanto um relatório de inteligência; informações que são acionáveis rapidamente do ponto de vista das nossas autoridades”, comentou Durigan.

Para o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, os dados da análise de cargas destinadas ao Brasil permitirão que os órgãos atuem dentro de suas competências. “São informações de grande relevância que receberemos dessa análise de contêineres vindo ao Brasil. Isso permitirá que cada agência cumpra suas funções e, ao mesmo tempo, troque informações que ajudarão tanto a Receita quanto a Polícia Judiciária e a Polícia Federal a atuarem nesse processo”, disse.

Apreensões nos últimos 12 meses

De acordo com o Programa DESARMA, nos últimos 12 meses foram identificadas 35 ocorrências de armamentos ilícitos, com a apreensão de 1.168 partes e peças (cerca de 550 kg). O material era enviado principalmente da Flórida (EUA), utilizando declarações fraudulentas e métodos de ocultação.

“É mais de meia tonelada de armas apreendidas pela aduana brasileira nos últimos 12 meses. Agora, vamos alimentar esse sistema para informar as autoridades americanas sobre a origem e os remetentes, para que elas possam chegar a esses enviadores e interromper esse fluxo”, explicou o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

Além disso, o Aeroporto de Guarulhos registrou um aumento expressivo nas apreensões. Em 2024, houve o registro de 89 kg e, apenas nos três primeiros meses de 2026, a apreensão saltou para 1.562 kg.


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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