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Tarcísio afirma que SP pode bancar Túnel Santos-Guarujá sem recursos federais

Governador de São Paulo participou de podcast da VTV SBT e detalhou obras de mobilidade, saúde, turismo e saneamento no estado
Governador Tarcísio de Freitas detalha projeto do Túnel Santos-Guarujá em entrevista sobre infraestrutura paulista.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o Estado pode realizar sozinho a construção do Túnel Santos-Guarujá, sem auxílio do governo federal. A declaração foi feita durante participação no podcast Tudo Pode, da VTV SBT, apresentado por Fernando Degaspari.

Túnel Santos-Guarujá

De acordo com o governador, mesmo com o bloqueio do repasse federal de quase R$ 3 bilhões, feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para a construção do Túnel Santos-Guarujá, o Estado pode dar andamento à obra.

“Existe a possibilidade de bancar tudo. A decisão do TCU diz o seguinte basicamente: ‘olha a gente entende que precisa ter alguns instrumentos mais robustos em termos de definir competências, as ações ou responsabilidades de cada ente, principalmente Estado e Autoridade Portuária’. Então o TCU recomendou um novo termo de ajuste entre os dois para que o governo federal pudesse aportar o dinheiro”, explicou o governador.

Para a formalização do termo de ajuste, há um prazo de 30 dias. Para Tarcísio, no entanto, isso não seria necessário, já que o contrato atual já estabelece todas as obrigações e responsabilidades, assim como o convênio de delegação.

“Se nós tivermos que aportar 100% do dinheiro. Nós vamos aportar!”, afirmou o governador, ao se referir à liberação de R$ 2,6 bilhões pelo Estado para suprir o bloqueio do TCU ao governo federal.

“Não tem o menor risco dessa obra do túnel não andar”, completou Tarcísio.

Trem intercidades

Tarcísio de Freitas e Fernando Degaspari no podcast Tudo Pode discutindo a viabilidade do Túnel Santos-Guarujá.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o apresentador Fernando Degaspari

O governador também falou sobre o início das obras do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, em Vinhedo. Segundo o cronograma, em 2029 a linha ferroviária deve operar parcialmente entre Campinas e Jundiaí, com paradas em Valinhos, Vinhedo e Louveira, até a integração em Jundiaí com a Linha 7-Rubi dos trens metropolitanos.

“Mais para o final do ano nós vamos começar as intervenções nas estações. Então, a recuperação da Estação de Campinas e da Estação de Jundiaí. Você vai pegar os antigos terminais de trens e fazer uma reforma completa, uma restauração”, contou o governador sobre o planejamento do intercidades.

Já para 2031, está previsto o funcionamento do serviço expresso que sai da Metrópole em direção à capital, São Paulo. O trajeto será feito por um trem de média velocidade, que pode atingir até 140 km/h, com tempo estimado de 64 minutos.

Leitos hospitalares

Conforme dito pelo governador, com investimentos feitos para suprir a carência de leitos hospitalares na Região Bragantina e a inauguração de um novo hospital em Bragança Paulista. Além de reforçar a saúde da região, alivia tembém o sistema de atendimento na RMC.

O anúncio da licitação do Hospital Metropolitano de Campinas, com 400 leitos, além de tratativas para ampliação de recursos ao Hospital de Clínicas da Unicamp e a contratação de serviços na rede privada são tentativas para reduzir a pressão sobre o sistema público de saúde.

Incentivo ao turismo

Como parte das ações de incentivo ao turismo, o governador destacou a entrega de espaços públicos na Baixada Santista e a implantação de centros de visitação subaquática, com foco em atrair o turismo de mergulho no Guarujá e, posteriormente, em Ilhabela.

No interior, o foco está nas rotas turísticas do agronegócio, com destaque para a rota dos vinhos. “As vezes as pessoas não sabem, mas os vinhos de São Paulo são de altíssima qualidade. E não é só isso, você tem a vinícola mas tem junto a parte de hotelaria, tem esse turismo rural muito bacana”.

Segundo o governador, as diferentes vertentes do turismo espalhadas pelo Estado já representam cerca de 10% do PIB paulista.

Privatização da Sabesp

Um dos efeitos da privatização da Sabesp, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, é o aumento da oferta de água. Como exemplo, Tarcísio cita a segunda adutora que será implantada no meio do ano, ligando Santos ao Guarujá, com o objetivo de duplicar a distribuição e reduzir o risco de desabastecimento, principalmente no verão.

“Em um ano e meio de privatização, a gente hoje despeja 22% menos esgoto nos mananciais. A gente tá tratando 10 bilhões de litros de esgoto a mais por mês”, disse o governador ao destacar os resultados após a privatização da companhia.

Assista ao Tudo Pode na íntegra:


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Atualmente, desenvolve iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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