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Narco Fluxo: PF apura novas provas contra MCs

Áudios e movimentações financeiras são analisados pela Polícia Federal

A Polícia Federal ampliou a investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo os artistas MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Agora, novos áudios e registros financeiros reforçam as suspeitas sobre a circulação de recursos de origem ilícita.

Segundo a PF, os investigadores identificaram indícios de que valores obtidos por meio de rifas clandestinas e outras práticas ilegais entraram no sistema financeiro com aparência de legalidade. Além disso, esses recursos teriam se misturado a receitas formais, como shows e contratos publicitários.

Áudios e transações ampliam apuração

Entre as novas evidências, a Polícia Federal analisa gravações que indicam negociações relacionadas à divulgação de plataformas e movimentações financeiras. Com isso, os investigadores buscam compreender melhor o funcionamento do esquema.

Além das gravações, a PF identificou o uso de transações fracionadas. Nesse modelo, os envolvidos dividem grandes quantias em diversas transferências menores. Dessa forma, eles dificultam o rastreamento dos valores.

De acordo com o delegado Roberto Costa da Silva, os investigados utilizaram contas bancárias para movimentar recursos ilícitos junto a valores legais, o que contribuiu para ocultar a origem do dinheiro.

Estrutura financeira sob investigação

A investigação também aponta a atuação do contador Rodrigo Morgado. Segundo a PF, ele estruturou empresas, intermediou pagamentos e orientou a gestão financeira dos envolvidos. Além disso, ele teria operado conversões de valores, inclusive com o uso de criptomoedas.

Ainda conforme a apuração, a visibilidade dos artistas nas redes sociais ajudou a ampliar o volume de movimentações financeiras. Assim, o alto fluxo de recursos teria facilitado a inserção de valores de origem irregular.

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu bens avaliados em cerca de R$ 20 milhões. Enquanto isso, os investigadores continuam analisando possíveis conexões com outros crimes financeiros.

As defesas dos envolvidos negam irregularidades e afirmam que todas as movimentações têm origem lícita.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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