Saber como agir em caso de picada de escorpião é essencial para evitar complicações. A dor é imediata, intensa e pode evoluir rapidamente, o que exige atenção e atendimento médico o quanto antes.
De acordo com o médico Joelcy Tavares, que atua na emergência da Santa Casa de Limeira, se for possível e seguro, o ideal é identificar o animal. Capturar o escorpião ou tirar uma foto pode ajudar a equipe de saúde no diagnóstico. “O mais importante é procurar atendimento médico o mais rápido possível”, reforçou.
O que não fazer em caso de picada de escorpião
No entanto, algumas práticas como fazer torniquete, tentar sugar o veneno ou aplicar gelo e qualquer substância no local da picada devem ser evitadas. Essas medidas não impedem a ação da toxina e ainda podem agravar o quadro.
A automedicação também não é recomendada, nem mesmo para aliviar a dor.

(Governo do Estado de São Paulo)
Sintomas
Quando o escorpião não é visto, alguns sinais podem indicar a picada. Os mais comuns são dor intensa e vermelhidão, mas também podem surgir suor excessivo, náuseas e vômitos. Em situações mais graves, há risco de dificuldade para respirar e alterações cardíacas.
Crianças e idosos exigem atenção redobrada. “As crianças, por terem menor peso, podem apresentar manifestações mais intensas da toxina. Já os idosos, muitas vezes com comorbidades, têm maior risco de agravamento”, explica o médico.
Como evitar bichos peçonhentos
Entre as principais recomendações para evitar acidentes com bichos peçonhentos estão:
- Manter quintais limpos, sem entulho ou folhas secas
- Evitar o acúmulo de materiais como telhas e madeiras
- Usar luvas e calçados fechados ao manusear objetos
- Dentro de casa, vedar frestas, instalar telas em ralos e janelas
- Manter camas afastadas das paredes
- Verificar roupas e calçados antes de usá-los
Atendimento em Limeira
Na Santa Casa de Limeira, referência em urgência e emergência, há disponibilidade de soro antiescorpiônico. No entanto, o uso é indicado apenas em casos mais graves, com sintomas como vômitos persistentes, taquicardia e dor no peito.
Nos atendimentos iniciais, o foco é o controle da dor, que pode incluir bloqueio anestésico, além da observação clínica do paciente. “A dose varia conforme a idade e o quadro clínico do paciente”, explicou Tavares.
Em 2025, Limeira registrou 439 acidentes com escorpiões, sem óbitos. Em 2026, já são 65 casos, também sem mortes, segundo a Divisão de Vigilância Epidemiológica.
Casos de aparecimento de escorpiões devem ser comunicados à Prefeitura por meio da plataforma e-Ouve 156.