O advogado Felipe Cassimiro, responsável pela defesa de MC Ryan SP, comemorou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que concedeu habeas corpus ao cantor nesta quarta-feira (23). O MC havia sido preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Narco Fluxo, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro.
Como já noticiado, MC Ryan foi preso durante uma festa na Riviera de São Lourenço, bairro nobre de Bertioga, no litoral de São Paulo, na última quinta-feira (17). Além dele, outros artistas, empresários e influenciadores digitais também foram alvos da ação policial, entre eles MC Poze do Rodo, detido no Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, Cassimiro comemorou a decisão com uma publicação ao lado do cliente.
“Vem para rua, meu amigo! Obrigado por ter acreditado em nosso time”, escreveu o advogado.
Ryan estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) Belém, em São Paulo, e deve ser solto ainda hoje.
Decisão do STJ
Por meio de nota, o advogado confirmou a decisão da Corte e afirmou que ela também se estende a outros investigados no mesmo contexto da operação, já que a prisão temporária foi fixada por prazo superior ao solicitado inicialmente pela PF, que era de apenas cinco dias, mas acabou se estendendo para 30.

A decisão foi assinada pelo ministro Messod Azulay Neto, que apontou irregularidade na determinação da 5ª Vara Federal de Santos e determinou a revogação das detenções. Leia a nota da defesa na íntegra:
“O escritório Cassimiro & Galhardo Advogados informa que, em razão de Habeas Corpus impetrado pela defesa, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu decisão liminar reconhecendo a ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo, determinando as providências necessárias ao imediato restabelecimento da liberdade. A consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo da prisão temporária”.

Investigação e operação da PF
A Operação Narco Fluxo apura um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo a PF, teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão no Brasil e no exterior. A investigação também envolve medidas de bloqueio e sequestro de bens dos suspeitos, além da análise de movimentações financeiras consideradas suspeitas.