A PM que matou mulher em São Paulo foi suspensa da função pública após decisão da Justiça. A medida envolve restrições legais enquanto o processo segue em análise. O caso ocorreu no início de abril, na zona leste da capital paulista. A vítima se chamava Thawanna Salmázio.
Detalhes do afastamento do caso
A policial militar Yasmin Ferreira foi suspensa por decisão judicial. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e pelo Ministério Público estadual.
A medida impede a agente de exercer suas funções. Ela também não poderá portar arma de fogo durante o período.
Além disso, a Justiça determinou outras restrições. A policial não pode manter contato com testemunhas nem com familiares da vítima.
Quais medidas foram impostas pela Justiça
A decisão estabelece que a agente não pode sair da comarca sem autorização. Ela também deve permanecer em casa entre 22h e 5h.
O juiz responsável pelo caso, Antônio Carlos Ponte de Souza, apontou indícios suficientes de autoria. Segundo ele, há provas que indicam a materialidade do crime.
Na decisão, o magistrado afirmou que os elementos analisados indicam excesso no uso da força. Ele destacou sinais de descontrole e desproporcionalidade na ação.
“Os elementos informativos até então produzidos revelam quadro que extrapola, de forma inequívoca, os limites do uso legítimo da força por agente estatal, evidenciando, em juízo de cognição sumária, conduta marcada por impulsividade, descontrole emocional e absoluta desproporcionalidade”, disse ele na sentença.
O que se sabe sobre o caso
O episódio ocorreu no dia 3 de abril, no bairro Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo.
Na ocasião, a policial estava em viatura com outro agente. Eles abordaram um casal que caminhava pela rua.
Segundo relato do companheiro da vítima, houve um contato com o retrovisor da viatura. Após isso, começou uma discussão entre os envolvidos.
Durante a abordagem, os policiais afirmaram que usaram força para conter a situação. Em seguida, a agente efetuou o disparo contra a mulher.
Atendimento e morte da vítima
A vítima, Thawanna Salmázio, foi socorrida após o disparo. Ela foi levada ao Hospital Tiradentes.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a mulher não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada menos de uma hora depois.
O caso passou a ser investigado logo após o ocorrido.
Investigação segue em andamento
A apuração está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Também foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM).
As corregedorias das instituições acompanham o processo. O Ministério Público de São Paulo também abriu investigação própria sobre o caso.
Além disso, a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo solicitou a apuração dos fatos.
As autoridades informaram que o caso é tratado como prioridade. A investigação busca esclarecer as circunstâncias da ação policial.