67 facadas foram identificadas pela perícia no corpo de uma estudante brasileira, morta na sexta-feira (25), dentro de casa, em Ciudad del Este, no Paraguai; o caso envolve investigação policial e busca por um suspeito, com apuração sobre a dinâmica do crime.
A vítima foi identificada como Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de 23 anos. Ela cursava medicina e morava no país vizinho. O corpo foi encontrado no apartamento onde vivia.
Perícia confirma 67 facadas e aponta objetos usados
A perícia oficial confirmou 67 facadas no corpo da estudante. O trabalho foi conduzido pela médica legista Raquel Cáceres.
Segundo o promotor Osvaldo Zaracho, a maioria dos golpes foi feita com uma tesoura. Ao todo, 60 perfurações teriam sido causadas por esse objeto.
Outros sete ferimentos foram provocados por uma faca. Dois desses atingiram o pescoço da vítima. Os dois instrumentos foram localizados no imóvel.
Detalhes da cena do crime
O promotor descreveu vestígios encontrados no apartamento. Havia marcas de sangue em móveis e superfícies.
Também foram identificadas pegadas de calçados e pés descalços. Rastros estavam presentes em vidros e objetos do local.
Esses elementos ajudam a polícia a reconstruir o que ocorreu dentro do imóvel.
Corpo foi encontrado horas após o crime
O corpo da estudante foi localizado por volta das 19h. Vizinhas entraram no apartamento e acionaram as autoridades.
A investigação aponta que o crime aconteceu por volta do meio-dia. Isso indica um intervalo de cerca de sete horas até a descoberta.
O imóvel fica no edifício El Galo, na avenida Capitán del Puerto, no bairro Obrero.
Investigação trata caso como feminicídio
As autoridades paraguaias classificam o caso como feminicídio. A apuração segue em andamento.
O principal suspeito é o ex-namorado da vítima, Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos. Ele também é brasileiro e estudante de medicina.
Até o momento, ele não foi localizado. A polícia realiza buscas para tentar prendê-lo.
Relação entre vítima e suspeito é investigada
A vítima era natural de Navegantes, em Santa Catarina. Ela estudava na Universidade Unida.
O relacionamento com o suspeito terminou cerca de cinco meses antes do crime.
Na manhã do mesmo dia, uma colega de moradia relatou ter ouvido uma discussão no quarto da estudante.
Buscas e apreensões
A Justiça autorizou buscas em outro edifício da cidade. O local é ligado a familiares do suspeito.
Policiais foram até o prédio, mas não encontraram o investigado. Familiares afirmaram não saber onde ele está.
Durante a operação, um celular foi apreendido. O aparelho pertence ao irmão do suspeito e será analisado.
Caso segue sob investigação policial
A polícia paraguaia continua reunindo provas sobre o crime. A perícia com 67 facadas é um dos principais elementos do inquérito.
As autoridades também analisam depoimentos e materiais coletados no local.
O objetivo é esclarecer a sequência dos fatos e localizar o suspeito.