O 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil aprovou, na última sexta-feira (24), o plano de salvamento e remoção do navio oceanográfico Prof. W. Besnard. A embarcação, que é um marco da ciência brasileira, encontra-se adernada no Porto de Santos desde o dia 13 de março.
O projeto foi elaborado por uma empresa contratada em caráter emergencial pela Autoridade Portuária de Santos (APS).
Procedimentos técnicos
Os trabalhos de recuperação já vinham sendo realizados de forma preliminar desde o final de março. Segundo a APS, a estratégia agora aprovada foca em:
- Vedação e Limpeza: Continuidade do trabalho de mergulhadores para selar pontos críticos do casco.
- Drenagem Interna: Retirada gradual da água para que o navio recupere sua flutuabilidade natural.
- Traslado: Assim que estabilizado, o Besnard será rebocado para um estaleiro, onde especialistas avaliarão as condições estruturais e a viabilidade de uma restauração completa.

Sobre a embarcação
O navio é um ícone da oceanografia brasileira lançado ao mar pela Universidade de São Paulo (USP). O nome Prof. W. Besnard é uma homenagem ao primeiro diretor do Instituto da USP que, desde 1958, trabalhava para que a universidade tivesse o seu próprio navio.
O navio chegou ao Brasil em agosto de 1967. Navegou mais de 3 mil dias e durante os primeiros 23 anos navegou sem interrupções. Foram centenas de viagens científicas, sendo seis para a Antártica.
Atracado desde 2008 no Porto de Santos, o navio foi cedido pela USP para o município de Ilhabela. Em julho do ano passado, a Justiça determinou que a Prefeitura da cidade do Litoral Norte desmontasse o navio por falta de condições para navegar. Mas, após uma audiência conciliatória, junto ao Ministério Público, a decisão foi suspensa e o navio passou a ser responsabilidade do Instituto do Mar.
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