A Autoridade Portuária de Santos (APS) autorizou a atracação prioritária do navio MH Ibuki, carregado com cerca de 20 mil toneladas de gasolina. A decisão foi motivada pela instabilidade no mercado global de combustíveis, decorrente do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A guerra gerou a obstrução do Estreito de Ormuz para navios de certas nações, impactando a distribuição mundial.
O volume de carga do navio atracado é equivalente a aproximadamente 600 caminhões-tanque e de acordo com a justificativa, a medida visa garantir o suprimento do combustível no Estado de São Paulo.
Justificativa da Autoridade Portuária
A prioridade foi concedida após análise de um pedido de uma distribuidora e a confirmação, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), de um risco real de desabastecimento em solo paulista.
“É função do Porto de Santos avaliar as necessidades do País e permitir que algumas embarcações possam ter prioridade em condições específicas”, explica Anderson Pomini, presidente da APS.
Critérios de operação
A Diretoria de Operações (Diope) da APS ressalta que as solicitações de prioridade passam por critérios rigorosos:
Análise de risco: Apenas casos com possibilidade comprovada de falta de produto recebem a concessão.
Isonomia de carga: Um pedido de outra empresa de combustíveis foi negado recentemente. O motivo foi a presença de seis navios com o mesmo produto já na fila de espera. Segundo o diretor de Operações, Beto Mendes, uma carga de combustível não pode sobrepor outra da mesma categoria na prioridade.
Além disso, a APS informou que segue atenta aos desdobramentos do conflito e espera que o cessar-fogo, acordado na última segunda-feira (7 de abril), seja mantido para estabilizar os impactos na economia brasileira.
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