A obsessão tecnológica da vez não envolve inteligência artificial ou lentes de última geração. Pelo contrário: o item mais cobiçado do momento são as câmeras digitais portáteis. Com imagens de baixa resolução e cores lavadas, esses dispositivos conquistaram a Geração Z ao oferecer algo que o smartphone perdeu: a imperfeição intencional e o charme do “estilo Y2K”.
O que é a tendência Y2K?
O termo Y2K (abreviação de Year 2000) refere-se ao resgate estético e cultural do final dos anos 90 e início dos anos 2000. Nas redes sociais, isso se traduz em fotos com flash estourado, granulação visível e uma atmosfera “sonhadora” que remete às festas e eventos de duas décadas atrás. Usar uma câmera dedicada é um manifesto de intencionalidade: em vez de centenas de fotos automáticas no celular, o jovem escolhe o clique perfeito, aceitando o ruído e a textura real da imagem.

Kodak Charmera
É a favorita de quem ama colecionáveis. O grande diferencial é a experiência de compra no escuro.
- O fator surpresa: Você compra a caixa sem saber a cor do aparelho (amarela, azul, vermelha, preta, branca ou colorida).
- Raridade: Existe uma versão transparente (1 chance em 48).
Qualidade: 1,6 megapixel, garantindo o visual puramente retrô e “opaco”.

Instax Pal
Para quem quer o visual vintage sem abrir mão da tecnologia moderna.
Destaque: Permite aplicar as famosas molduras da Instax digitalmente antes de compartilhar.
Design: Extremamente compacta, cabe na palma da mão.
Conectividade: Possui Bluetooth e envia as fotos direto para o app no smartphone.
Quanto custa entrar na tendência?
Se você busca nitidez e fidelidade de cores, essas câmeras não são para você. Elas são ferramentas de expressão artística. Os preços apurados no final de abril variam entre R$ 300 e R$ 540.
Para quem quer economizar, a dica é vasculhar gavetas antigas: câmeras de 15 anos atrás entregam exatamente o mesmo efeito “lo-fi” que hoje é vendido como artigo de luxo em lojas de departamento.