O funcionamento do Metrô de São Paulo pode ser afetado na próxima quarta-feira (13). O Sindicato dos Metroviários anunciou uma possível greve de 24 horas após impasse nas negociações com a direção da companhia e o Governo de São Paulo.
A paralisação ainda depende de aprovação em assembleia marcada para a noite de terça-feira (12), mas já gera preocupação entre passageiros que utilizam o sistema diariamente na capital paulista.
Quais linhas do Metrô podem parar?
Caso a greve seja aprovada, o Metrô deve suspender a operação das linhas estatais a partir da meia-noite de quarta-feira.
As seguintes linhas podem parar:
- Linha 1-Azul
- Linha 2-Verde
- Linha 3-Vermelha
- Linha 15-Prata
Já as linhas privatizadas não devem sofrer impacto. Segundo o sindicato, as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 17-Ouro devem continuar funcionando normalmente.
Por que os metroviários querem fazer greve?
Entre as principais reivindicações da categoria estão a abertura de concursos públicos, melhorias nas condições de trabalho e mudanças relacionadas ao plano de saúde dos funcionários.
O sindicato afirma que o quadro de trabalhadores do Metrô caiu drasticamente nos últimos anos, aumentando a sobrecarga entre os funcionários que seguem em atividade.
Segundo a presidente do sindicato, Camila Lisboa, atualmente o sistema conta com cerca de 5.663 empregados distribuídos entre operação, manutenção, segurança e áreas administrativas.
A categoria também cobra igualdade salarial para trabalhadores que exercem as mesmas funções e pede negociação sobre a Participação nos Resultados (PR).
Governo e Metrô ainda não se pronunciaram
Até o momento, o Governo de São Paulo e a direção do Metrô não anunciaram acordo com os trabalhadores.
Segundo o sindicato, ainda há possibilidade de cancelar a paralisação caso as negociações avancem antes da assembleia da próxima terça-feira.
Em fevereiro deste ano, os metroviários chegaram a aprovar estado de greve durante a campanha salarial, mas a paralisação acabou não acontecendo.
Agora, a expectativa gira em torno da decisão final da categoria, que pode impactar milhões de passageiros que utilizam o Metrô diariamente na capital paulista.