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Cliente leva sete pontos na cabeça após briga em restaurante com Ed Motta

Confusão na Zona Sul do Rio começou após taxa de rolha; amigo de cantor foi intimado por lesão corporal

Uma discussão motivada pela cobrança de uma taxa de serviço terminou em agressão física e caso de polícia em um restaurante no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro. No último sábado (2/5), o cantor Ed Motta se envolveu em uma confusão no estabelecimento Grado após se irritar com a “taxa de rolha” — valor cobrado para consumir bebida própria no local. O episódio escalou para uma briga generalizada que deixou um cliente ferido com sete pontos na cabeça.

Imagem de segurança mostram momento em que Ed Motta arremessa cadeira em restaurante após discussão por taxa de serviço (Foto: Reprodução)

O início da confusão

De acordo com relatos de testemunhas e dos proprietários do restaurante, o clima esquentou quando o cantor teve a isenção da taxa de rolha negada. Ed Motta, que afirma ser cliente antigo do local, admitiu ter ficado irritado com a cobrança. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o artista, ao decidir ir embora, arremessou uma cadeira no salão.

Embora o cantor negue ter mirado em alguém, os donos do restaurante afirmam que o objeto foi lançado contra um garçom que estava de costas. Na saída, Ed Motta ainda teria esbarrado na bolsa de uma cliente em uma mesa vizinha, derrubando seus pertences, o que deu início a um novo foco de conflito.

Agressões e ferimentos

O desdobramento mais grave ocorreu cerca de dez minutos após a saída de Ed Motta do estabelecimento. Enquanto parte do grupo que acompanhava o músico permanecia no local para tentar pedir desculpas, iniciou-se um bate-boca com o casal da mesa ao lado.

Um dos clientes envolvidos relatou à Polícia Civil, na 15ª DP (Gávea), que a discussão evoluiu para violência física. O homem afirmou ter recebido um soco e relatou que uma garrafa de vinho foi arremessada contra ele, atingindo sua cabeça de raspão. O ferimento foi profundo o suficiente para que a vítima precisasse levar sete pontos.

Investigação e depoimentos

O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal. Diogo Coutinho do Couto, empresário e amigo que jantava com Ed Motta, já foi intimado a prestar depoimento sobre o ocorrido.

Os proprietários do Grado, o chef Nello Garaventa e Lara Atamian, emitiram uma nota pública repudiando o episódio. Segundo eles, além das agressões físicas, houve relatos de ofensas discriminatórias, incluindo xenofobia e homofobia contra a equipe e outros clientes.

O que diz Ed Motta

Em entrevista ao jornal O Globo, o cantor reconheceu que se excedeu e pediu desculpas pelo comportamento explosivo, atribuindo sua reação ao estado de embriaguez e à frustração com o atendimento. No entanto, Ed Motta apresentou uma versão diferente sobre o que ocorreu após sua partida:

“Depois que eu fui embora, soube que, quando a minha mesa foi pedir desculpas, a mesa ao lado começou a ofendê-los com insultos homofóbicos e xenofóbicos”, afirmou o artista, negando que seus acompanhantes tenham iniciado a agressão física sem provocação.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que deve analisar as imagens do circuito interno para esclarecer a dinâmica das agressões.


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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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