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Diretora é agredida por mãe após impedir que criança saísse sozinha de escola

Prefeitura de Mongaguá afirmou que a escola agiu conforme regras de proteção previstas no ECA
Escola municipal de Mongaguá, local onde diretora Helena de Freitas Siqueira sofreu agressão de mãe de aluno.

A diretora de uma escola municipal de Mongaguá, no litoral de São Paulo, foi agredida por uma mãe após impedir que um aluno voltasse sozinho para casa depois do horário escolar. Em nota publicada nas redes sociais, Helena de Freitas Siqueira afirmou ter vivido uma situação “extremamente triste e violenta”.

Segundo a Prefeitura de Mongaguá, o caso aconteceu na última sexta-feira (8), após a responsável pela criança ser orientada pela unidade sobre a impossibilidade do aluno realizar sozinho o trajeto entre o ponto de desembarque do transporte escolar e a residência. A medida segue protocolos de segurança previstos em lei.

Ainda de acordo com a administração municipal, a mulher foi até a Escola Municipal Minol Ivata, no bairro Balneário Flórida Mirim, e acessou o local pela entrada destinada aos professores. Em seguida, teria apresentado comportamento agressivo e partido para cima da diretora. Funcionários precisaram intervir.

“Essa nunca foi uma decisão pessoal minha, mas uma obrigação legal e moral de proteção à criança”, escreveu a educadora. Ela também afirmou ter sido agredida física e verbalmente dentro da escola, diante de funcionários, em um ambiente que deveria representar “acolhimento, respeito e segurança”.

Apesar do abalo emocional, Helena disse seguir com a consciência tranquila por ter agido pensando no bem-estar dos estudantes. A diretora também agradeceu o apoio recebido da Secretaria de Educação, da Polícia Militar (PM), da Guarda Civil Municipal (GCM), de colegas de profissão, amigos e familiares.

O que diz a prefeitura

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) informou que ofereceu acolhimento à diretora, à vice-diretora e aos demais profissionais envolvidos na ocorrência. Segundo a pasta, o objetivo foi garantir suporte emocional à equipe e assegurar a continuidade das atividades escolares de forma organizada e segura.

Em nota, a prefeitura destacou que as orientações dadas pela escola estão fundamentadas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em decretos municipais relacionados ao transporte escolar. As normas determinam que pais ou responsáveis acompanhem os estudantes nos pontos de embarque e desembarque.

A administração municipal afirmou ainda que “nenhuma forma de agressão ou intimidação contra servidores públicos e profissionais da educação pode ser naturalizada ou aceita”. A prefeitura também ressaltou, neste domingo (10), que a atuação da escola ocorreu “em estrito cumprimento da legislação vigente”.

Já a secretária de Educação, Maria Marta, se pronunciou sobre o episódio nas redes sociais da prefeitura, na noite de sábado (9). Ela afirmou que a pasta não compactua com violência e defendeu o diálogo e o respeito dentro do ambiente escolar. “Somos pelo diálogo e, acima de tudo, pelo respeito ao ser humano”, declarou (veja abaixo).

A equipe de reportagem tentou localizar a responsável envolvida na ocorrência para que ela pudesse apresentar sua versão sobre o caso, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.


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Autor

  • Renan da Paz

    Jornalista com três anos de experiência em comunicação multiplataforma, com atuação em televisão (apresentação, reportagem, produção, direção, roteirização e edição), assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes sociais. Atualmente, é produtor na VTV SBT e repórter web do VTV News.

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