Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

O rádio é digital e precisa comunicar isso ao mercado publicitário imediatamente

Praticamente todas as emissoras possuem pelo menos um streaming ao vivo, o que as torna acessíveis nos mais diversos tipos de dispositivos conectados; as possibilidades para uma campanha são imensas
Palestra sobre criatividade e publicidade no festival Cria PE em Recife.

Certa vez, fui ao Recife, onde participei como palestrante de um festival de criatividade, o Cria PE. Ok, e? Bem, primeiro: fui convidado pelo Daniel Queiroz, presidente da Fenapro, porque em outro evento tivemos um debate muito produtivo, onde discutimos como o rádio é visto pela publicidade, seus pontos fortes e aqueles que merecem atenção. Após um debate enriquecido pela participação de radiodifusores, o meu xará achou por bem me levar à capital pernambucana para que eu apresentasse o rádio atual aos publicitários de lá, que estão entre os mais criativos do mundo, com premiações internacionais. E sim, era mais uma oportunidade de trocas, pois não é apenas uma missão de mostrar como o rádio realmente é, mas também de ouvir de todos o que precisamos observar.

Primeiro, é fundamental essa integração das indústrias, ou seja, do rádio/comunicação com a publicidade. Sabemos que ela já ocorre em vários níveis, inclusive com a presença de representantes de cada setor em seus respectivos eventos/congressos. Mas, a partir do momento em que o rádio/TV passou a levar nomes da publicidade para falar em seus congressos, o mesmo começou a ocorrer no sentido contrário, e eu fui um dos vários exemplos disso. Agora chegamos ao ponto máximo com os encontros com o mercado realizados pela ABERT e associações estaduais (o primeiro foi em Porto Alegre e os próximos serão em Belo Horizonte, São Paulo e Fortaleza). E isso é extremamente importante. Nesses eventos, temos a chance de fazer o que mais precisamos: explicar o rádio de hoje, desassociando-o daquela imagem de “meio ultrapassado”, representado pelo saudoso e importante “radinho de pilha”, mas ilustrado como um item tecnológico do século passado.

Do radinho de pilha ao streaming multiplataforma

Esse mesmo rádio de pilha evoluiu e já reforçou sua importância, inclusive em casos extremos como o que infelizmente ocorreu no Rio Grande do Sul em 2024, com a tragédia das enchentes e mais recentemente em Minas Gerais. E o ouvinte, segundo o IBOPE, entende que o rádio é, sim, um meio moderno e atualizado, pois ele sabe que o receptor dele evoluiu, com telas cada vez maiores e mais informações, que dá para ouvir via streaming, seja pelo celular, caixas de som inteligentes como Alexa, video games, TVs conectadas e o que mais você imaginar. Mas tudo isso precisa ser colocado à mesa, para a publicidade.

Não dá para generalizar que os publicitários não enxergam essa modernidade, qualquer generalização é complicada. Mas precisamos entender que todos nós somos inundados por uma série de novidades que se dizem ser o futuro. Muitas são, ou poderão ser. E o rádio está nesse contexto. Então, cabe a nós, do setor, explicar com exemplos o que somos, o que é possível fazer e como a criatividade dos nossos colegas publicitários e anunciantes pode explorar todo esse potencial. Um ajuda o outro, pois temos um objetivo em comum: chegar até as pessoas.

O futuro do rádio já está em andamento

Nas minhas falas, tento ser bem claro: mostro a imensidão de dispositivos e toda a tecnologia que qualquer emissora já dispõe, que sim, é possível usar o RDS no dial para publicidade, que os metadados são fundamentais e apontam para uma série de possibilidades interessantíssimas. Que o rádio caminha para um mundo híbrido entre on e off e, na sua rotina, o ouvinte já pratica esse consumo de forma natural. Aliás, o rádio evolui naturalmente, sempre procurando a melhor forma de entregar seu conteúdo onde as pessoas estão, no que for mais fácil para elas.

Falei de carros com suas multimídias cada vez mais incríveis e possibilidades. Falei do que já é feito aqui e como está o rádio em outros países. E falei de futuro próximo: tecnologias que já estão postas, mas ainda são consideradas novidades e precisam ganhar escala. E lembrei de uma fala minha em resposta a uma pergunta feita em um SET Expo (São Paulo): O rádio é digital? Bem, se praticamente todas as emissoras brasileiras contam com pelo menos um streaming de áudio ativo, então o setor é totalmente digital. Afinal, consigo encontrar o rádio em praticamente qualquer dispositivo conectado que emita som.


Continua após a publicidade

Autor

  • Daniel Starck

    Jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com, maior portal brasileiro dedicado à radiodifusão, com mais de 20 anos no ar. É formado em Comunicação Social pela PUC-PR e teve passagens por emissoras como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Atua como consultor e palestrante nas áreas artística e digital do rádio, com participação em eventos promovidos por entidades como SET, AESP, AMIRT, ACAERT, ASSERPE, AERP e MidiacomPB. Também possui conhecimento na área de tecnologia, com foco em aplicativos, mídia programática, novos devices, inteligência artificial, sites e streaming.

VEJA TAMBÉM

caminhoneiro-agredido-pm

Caminhoneiro agredido durante protesto em Santos foi cercado por PMs, diz defesa

Alexandre de Moraes no plenário do STF, em foto de arquivo, sentado em cadeira de couro e usando toga preta com faixa azul durante sessão, com microfones ao fundo.

STF proíbe visitas políticas a Bolsonaro e nega encontro com Javier Milei

Turistas em um museu de Campinas durante visita gratuita, observando uma exposição com objetos e peças no interior do espaço cultural.

Passeio turístico gratuito visita museus de Campinas no dia 25 de julho

A 21ª edição do Festão na Praia de Mongaguá

Festão na Praia de Mongaguá: Programação gratuita tem shows, gastronomia e artesanato

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.