O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros da Costa e Silva chega ao sexto dia neste sábado (30). Ambos respondem pela morte de Henry Borel, de 4 anos. Para esta etapa do julgamento, estão previstos os depoimentos dos dois réus.
Um dos depoimentos foi do médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes. Com mais de 40 anos de experiência na área, ele afirmou em depoimento que Henry passou por intenso sofrimento antes de morrer. Segundo o perito, a quantidade e a gravidade das lesões indicam que a criança permaneceu consciente por um período, sentindo dores, até perder os sentidos e evoluir para o óbito.
O especialista afirmou aos jurados que, segundo sua análise, houve um homicídio por espancamento. Ele declarou ainda que a criança já chegou sem vida ao hospital e que a multiplicidade de lesões em diferentes regiões do corpo indica, de forma inequívoca, que o menino foi agredido, o que teria provocado hemorragia interna.
Pai de Henry Borel se emociona ao relatar o sofrimento do filho e afirma que a criança foi brutalmente assassinada. De acordo com ele, Henry havia sido entregue a Monique após passar o fim de semana sob seus cuidados. Também foi relatado que o menino demonstrou ansiedade e chegou a apresentar ânsia de vômito ao perceber que teria de dormir no apartamento da mãe.
A defesa de Jairinho, padrasto da vítima, nega qualquer agressão ao menino Henry. Os advogados sustentam que os ferimentos identificados no corpo da criança teriam sido decorrentes das manobras de reanimação realizadas pela equipe médica no Hospital Barra D’Or, localizado na zona sudoeste do Rio de Janeiro.