A festa pelo título da Liga dos Campeões conquistado pelo Paris Saint-Germain, neste sábado (30), teve episódios de violência em diversas cidades da França. As comemorações de torcedores terminaram com confrontos entre manifestantes e policiais, além de registros de saques e depredações. De acordo com as autoridades francesas, uma pessoa morreu, outra ficou gravemente ferida e 416 pessoas foram presas em todo o país.
Entre os pontos mais afetados pelos tumultos esteve a região da Champs-Élysées, onde milhares de pessoas se reuniram para celebrar o resultado da partida. No decorrer da noite, a polícia registrou casos de saques, furtos e danos ao patrimônio, além de uma tentativa de invasão a uma delegacia da capital.
Na região do Parc des Princes, casa do PSG, que recebeu cerca de 48 mil pessoas para assistir à final em telões, agentes de segurança atuaram para conter grupos que promoveram atos de vandalismo. Durante os tumultos, foram montadas barricadas com bicicletas elétricas em chamas e materiais utilizados em obras. Houve ainda bloqueios em trechos do anel viário da capital francesa.
Das detenções registradas, 283 ocorreram em Paris, onde se concentraram as principais celebrações. Em meio aos episódios de violência, uma pessoa morreu após um acidente no anel viário da capital francesa, enquanto outra foi atingida por golpes de faca e ficou em estado grave, entrando em coma.
De acordo com as autoridades, fogos de artifício e rojões foram arremessados contra os agentes de segurança, que reagiram com o uso de gás lacrimogêneo e cargas policiais. Ao todo, sete policiais ficaram feridos durante os confrontos.
Mesmo após os episódios de violência, as celebrações pelo título seguem previstas para este domingo (31). Os jogadores do PSG devem se apresentar aos pés da Torre Eiffel, onde o troféu será exibido aos torcedores em um palco montado para receber cerca de 100 mil pessoas. Depois, a delegação será recebida pelo presidente da França, Emmanuel Macron, antes de encerrar a programação no Parc des Princes.
Diante do risco de novos distúrbios, o Ministério do Interior informou a adoção de um esquema reforçado de segurança para os eventos, com o envio de 5.790 policiais e 2.500 bombeiros.
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