A Anvisa determinou o recolhimento de nove lotes do enalapril, medicamento amplamente utilizado no tratamento da pressão alta e de doenças cardíacas.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União, nesta terça-feira (2) após a identificação de um erro nas informações impressas nas embalagens de produtos distribuídos para hospitais.
Segundo a agência, o problema não está na fórmula do medicamento, mas em uma inconsistência na rotulagem. Apesar de os comprimidos terem dosagem de 20 mg, algumas embalagens indicam de forma equivocada a concentração de 10 mg, o que pode causar confusão durante a dispensação e administração do remédio.
Quais lotes de enalapril serão recolhidos?
O recolhimento envolve lotes do Maleato de Enalapril 20 mg fabricados pela Hipolabor Farmacêutica em embalagem hospitalar.
Os lotes afetados são:
- 0062/26M
- 0063/26M
- 0064/26M
- 0088/26M
- 0089/26M
- 0358/26M
- 0415/26M
- 0506/26M
- 0507/26M
Além do recolhimento, a Anvisa também proibiu a venda, a distribuição e o uso dos lotes afetados até a correção das informações nas embalagens.
O que motivou a decisão da Anvisa?
A própria fabricante iniciou o recolhimento voluntário após identificar o problema. De acordo com a resolução publicada no Diário Oficial da União, a embalagem secundária do medicamento traz uma descrição incorreta da composição.
Na prática, o comprimido continua sendo de 20 mg, mas o texto impresso informa 10 mg. A divergência descumpre as regras sanitárias de rotulagem e pode aumentar o risco de erros em ambientes hospitalares.
Por esse motivo, a Anvisa decidiu agir preventivamente para evitar qualquer problema relacionado ao uso do enalapril nos serviços de saúde.
O que é o enalapril?
O enalapril pertence à classe dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA). Médicos costumam prescrever o medicamento para controlar a hipertensão arterial, tratar insuficiência cardíaca e reduzir o risco de complicações cardiovasculares em determinados pacientes.
Por ser um dos remédios mais utilizados no controle da pressão alta, qualquer divergência nas informações da embalagem exige atenção especial das autoridades sanitárias.
Hospitais e unidades de saúde que possuem os lotes afetados devem interromper o uso dos produtos e seguir as orientações da fabricante para devolução e substituição dos medicamentos.