A Polícia Civil de Limeira (SP) avançou nas investigações sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após prender, neste sábado (20), mais três pessoas envolvidas na organização do rope jump. Os agentes acusam os novos suspeitos de obstruírem o trabalho da perícia e da polícia. Nesse contexto, a corporação cumpriu os mandados de prisão temporária contra uma mulher de 29 anos, no Rio de Janeiro (RJ), e dois homens, de 25 e 27 anos, detidos em Limeira e Indaiatuba (SP).
Obstrução e desaparecimento de provas
De acordo com a delegada Andréa Levy, responsável pelo inquérito, os novos detidos integravam a equipe que executava a atividade. As investigações revelaram que o grupo apagou conteúdos digitais capazes de esclarecer o acidente e, principalmente, ocultou o equipamento de filmagem da vítima.
Até o momento, a polícia não localizou a câmera 360 graus que Maria Eduarda utilizava no salto. Para os investigadores, o item representa uma peça-chave para a reconstrução da queda, ocorrida no último dia 13 de junho. Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que reuniu elementos que indicam a supressão de provas relevantes para o caso.

Operação de busca e apreensão
Além das prisões, a Justiça de Limeira autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos três investigados. Como resultado, a polícia recolheu celulares, dispositivos eletrônicos e outros materiais, os quais passarão por análise técnica. Com essa medida, os investigadores pretendem identificar a participação de cada indivíduo e localizar as imagens perdidas.
Situação atual do processo
Enquanto isso, a Justiça mantém a prisão dos três instrutores detidos em flagrante no dia da tragédia, acusados de homicídio com dolo eventual, após negar os pedidos de habeas corpus da defesa.
Maria Eduarda faleceu após cair de uma altura de 40 metros na “Ponte do Esqueleto”. Imagens do caso mostram os instrutores levando a jovem até a borda da plataforma e, na sequência, arremessando-a sem os devidos equipamentos de segurança. Atualmente, a polícia prossegue com as diligências para encerrar o inquérito e detalhar as responsabilidades de todos os envolvidos.
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