A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou a prorrogação de sua prisão domiciliar, concedida inicialmente em março deste ano. O prazo do benefício é de 90 dias e, agora, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, avaliará o pedido — apresentado na noite de quarta-feira (24) junto a um laudo médico datado de 22 de junho.
De acordo com o advogado do ex-presidente, o documento aponta que o quadro clínico de Bolsonaro é estável, porém exige atenção e cuidados especiais.
“Tal estabilidade não representa resolução das enfermidades de base, mas resultado do controle clínico obtido mediante observância rigorosa das medidas terapêuticas instituídas, acompanhamento multidisciplinar regular e monitorização contínua das múltiplas comorbidades apresentadas”, afirmou o advogado em suas redes sociais.
Prisão domiciliar
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista. O ex-presidente estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda, mas posteriormente obteve o direito à prisão domiciliar humanitária por 90 dias, prazo que se encerra nesta quinta-feira (25).
Arma apreendida pode dificultar prorrogação
Uma arma de fogo pertencente ao ex-presidente foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz na noite do dia 15 deste mês.
No momento da abordagem, o armamento estava em posse de um sargento vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
Bolsonaro prestou depoimento na tarde de ontem e afirmou que a arma não possui restrições, alegando que havia solicitado ao agente apenas a realização de uma manutenção.