O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil na tarde desta terça-feira (23), para prestar esclarecimentos sobre a apreensão de uma arma de fogo durante uma blitz no último dia 15.
A oitiva ocorreu na casa onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
O depoimento durou cerca de cinco minutos e Bolsonaro negou qualquer irregularidade. De acordo com o advogado Paulo Cunha Bueno, o ex-presidente havia identificado um defeito em sua arma e pedido para que o segurança do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) investigasse a origem do problema.
Durante a oitiva, o ex-presidente afirmou que a arma é sua e que possui registro. Além disso, segundo Bolsonaro, não há impedimentos ou decisões judiciais que o impeçam de possuir o armamento.
“Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente atípico. Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, comentou Bueno.
Arma apreendida
A arma foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz. A pistola Glock calibre 9 mm estava em posse de um sargento vinculado ao GSI.
Na abordagem, o segurança disse que havia pegado a arma no mesmo dia e que iria realizar uma manutenção. Posteriormente, o item seria devolvido ao ex-presidente.
Prisão domiciliar
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista. O ex-presidente estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda, mas posteriormente lhe foi concedida a prisão domiciliar de 90 dias.
Este prazo da prisão domiciliar humanitária se encerra na quinta-feira (25) e, até o momento, a defesa não apresentou pedido de prorrogação.