A Polícia Civil prendeu, na quarta-feira (24), Anderson Cleiton da Silva Ferreira, de 25 anos, investigado pela morte do enteado Gael Lucas, de apenas 3 anos. O homem foi localizado em Guarujá, no litoral de São Paulo, após fugir da Capital paulista durante as investigações e passar a ser procurado pela Justiça.
Conforme apurado pelo SBT, o caso ocorreu em 3 de fevereiro deste ano, no bairro Vila Campo Grande, na Zona Sul de São Paulo. Na ocasião, Gael foi levado ao Hospital Geral de Pedreira em estado gravíssimo, apresentando mordidas pelo corpo, queimaduras provocadas por cigarro, hematomas no rosto e uma laceração no fígado.
Inicialmente, a mãe da criança, Kauanny Elias, de 22 anos, informou que o menino havia se ferido após cair da cama. Depois, mudou a versão e afirmou que ele havia caído no banheiro. Já as mordidas encontradas no corpo foram atribuídas por ela a um cachorro. Diante das contradições, a equipe médica acionou a polícia e, no mesmo dia, a mulher foi presa.

Padrasto investigado
O caso passou a ser investigado pelo 98º Distrito Policial (DP) da capital como maus-tratos com resultado morte. Durante as apurações, Anderson deixou São Paulo, e um mandado de prisão contra ele foi expedido pelo 1º Tribunal do Júri do Foro Central Criminal da Comarca de São Paulo no último 10 de abril.
Mesmo após deixar a cidade onde o crime ocorreu, Anderson continuou sendo monitorado pelas autoridades. Após uma série de diligências, policiais da Delegacia Sede de Guarujá identificaram que ele estava escondido em um barraco situado em um beco da Favela do Caranguejo, no bairro Cachoeira.
“Com base em levantamentos e checagens sucessivas, a equipe conseguiu reconstruir o possível esconderijo do homem no litoral”,
descreveu a Polícia Civil em nota, nesta quinta-feira (25).

Os agentes seguiram até o endereço e encontraram o investigado no interior do imóvel. Anderson foi preso sem oferecer resistência e encaminhado à cadeia pública, onde permanece à disposição da Justiça. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o caso foi registrado como captura de procurado.