O desaparecimento do motorista de aplicativo Bruno Fernando Rego, de 28 anos, natural de Capivari (SP), ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira (31). Enquanto familiares seguem em busca de informações sobre o paradeiro do brasileiro, desaparecido há 26 dias na França, veio à tona que ele é alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Leme (SP) por um processo de violência doméstica.
Segundo informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Bruno é acusado de lesão corporal contra mulher e o mandado de prisão tem validade até 20 de maio de 2030.
De acordo com a apuração, a família de Bruno desconhecia a existência da ordem judicial e, por isso, não pretendem comentar o caso. A prioridade da família, continua sendo localizar Bruno com vida.
Decisão da Justiça
Ao decretar a prisão preventiva, a juíza Luísa Lemos Debastiani fundamentou a decisão nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal (CPP), entendendo que a medida é necessária para garantir a ordem pública e preservar a integridade da vítima.
A magistrada determinou que qualquer autoridade policial ou oficial de Justiça efetue a prisão do investigado e o encaminhe a uma unidade prisional para posterior audiência de custódia.
A decisão também registra a informação de que Bruno estaria fora do país. O documento cita a existência de notícia de que o procurado se encontra ilegalmente na França.
Desaparecimento
Bruno Fernando Rego desapareceu no dia 5 de julho na região metropolitana de Paris, onde vivia havia mais de um ano e trabalhava como motorista de aplicativo de forma independente.
Segundo a família, ele decidiu morar na França para conseguir uma renda maior e ajudar no tratamento de saúde da filha de 4 anos, que vive no Brasil com a mãe e apresenta sequelas neurológicas decorrentes de um engasgo.
Último contato
O desaparecimento foi percebido após um amigo brasileiro, também natural de Capivari, deixar de receber as chamadas de vídeo que costumavam ocorrer diariamente. Sem conseguir contato no dia 5 de julho, o amigo procurou a família no dia seguinte.
De acordo com as informações, Bruno desapareceu levando apenas a roupa do corpo. O passaporte, documentos pessoais, roupas e demais pertences permaneceram na residência onde ele costumava ficar.
Após o desaparecimento, o número de telefone do motorista deixou de receber chamadas e mensagens, passando a constar como inexistente.
A família informou ainda que Bruno trabalhava com um veículo alugado equipado com rastreador via satélite. Apesar de ter repassado às autoridades francesas o modelo e a placa do automóvel, os familiares afirmam que ainda não receberam informações sobre a localização do carro.
Itamaraty acompanha o caso
O Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil na França acompanha o caso e presta assistência consular à família de Bruno Fernando Rego.
O Itamaraty ressaltou, porém, que não divulga informações pessoais de cidadãos atendidos pelos serviços consulares nem detalhes sobre o auxílio prestado.
Até o momento, as autoridades francesas não divulgaram informações sobre as investigações nem sobre o paradeiro do brasileiro.