O medicamento experimental que será usado no tratamento do piloto e influenciador Lito Sousa já está no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A substância chegou ao Brasil na noite de sexta-feira (11), em um voo vindo de Nova York, e foi liberada pela Receita Federal poucos minutos após o pouso em Guarulhos.
Lito Sousa, de 59 anos, foi diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) – uma condição cerebral rara e de rápida progressão. Nas últimas semanas, o caso foi compartilhado nas redes sociais, e a família de Lito vinha buscando alternativas experimentais diante da evolução da doença.
“[A doença] geralmente abre com um quadro de demência e depois vai evoluindo para perdas motoras”,
afirmou a esposa do piloto, Mila Seidl.
A Receita Federal divulgou neste domingo (13) imagens da operação nas redes sociais. O vídeo mostra parte da movimentação da carga no aeroporto e o transporte do medicamento até o helicóptero (veja abaixo).
O produto chegou a Guarulhos a bordo de um Boeing 787-9 da American Airlines, procedente do Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova York. Para reduzir o tempo entre a chegada ao país e a entrega no hospital, a carga foi retirada do avião e levada diretamente para um helicóptero que aguardava no terminal executivo do aeroporto. A aeronave seguiu para o Einstein, onde Lito é acompanhado.
De acordo com a Receita Federal, o planejamento para a liberação foi feito em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As equipes anteciparam os procedimentos necessários para o despacho, uma vez que o potencial terapêutico da substância pode diminuir com o passar das horas.
Qual é o medicamento
O medicamento é o ALN-6457, desenvolvido pela farmacêutica norte-americana Regeneron Pharmaceuticals. A substância não possui registro comercial no Brasil e não tem representante legal da fabricante no País. A importação foi solicitada pelo próprio Einstein, responsável pelo acompanhamento de Lito.
A substância ainda não havia passado por estudos formalmente iniciados em humanos. A Regeneron, no entanto, informou que pretende iniciar em breve os primeiros testes clínicos do ALN-6457.

O uso no caso de Lito ocorre em caráter experimental, depois que o piloto foi aceito em um programa de uso compassivo. Isso significa que, mesmo com o esforço médico, ainda não há comprovação de que o tratamento seja eficaz contra a doença de Creutzfeldt-Jakob ou de quais serão seus possíveis efeitos no paciente.




