Moradores do Paecará, em Vicente de Carvalho, no Guarujá (SP), afirmam que estavam sem abastecimento de água durante o incêndio que matou Alicia Mandu Leocadio dos Santos, de 3 anos, na noite de domingo (2). Segundo eles, a situação dificultou as tentativas de conter as chamas até a chegada do Corpo de Bombeiros.
Conforme apurado pelo VTV News, a mãe de Alicia criava sozinha os três filhos: a menina de 3 anos, outra filha de 7 e um menino de 10. Eles estavam em uma festa quando a caçula sentiu sono e pediu para ser levada para casa. A mãe a acompanhou até a residência junto da filha mais velha e deixou as duas dormindo.
Em seguida, a mulher saiu para buscar o filho de 10 anos. Durante esse período, monitorava as meninas por uma câmera instalada na casa, enquanto uma vizinha, que também é parente da família, acompanhava a situação. Ao perceber que a imagem havia sido interrompida, ela retornou imediatamente ao imóvel.
Como é possível observar nas imagens abaixo, vizinhos se mobilizaram com baldes de água para tentar impedir que o fogo se alastrasse pela residência (veja acima). Alicia morreu carbonizada no quarto onde dormia, enquanto a irmã, de 7 anos, conseguiu escapar e foi socorrida com queimaduras nos pés.
Na ocasião, o Corpo de Bombeiros informou que, quando as equipes chegaram ao local, as chamas já haviam sido controladas por moradores. Os militares realizaram o resfriamento e o rescaldo da residência. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do incêndio, e a causa do fogo ainda será esclarecida.
O que diz a Sabesp
Em nota, a Sabesp afirmou que “não tem registro relacionado à falta de água na região onde ocorreu o incêndio” e esclareceu que, em ocorrências desse tipo, “mantém seus sistemas de abastecimento em operação e presta apoio ao Corpo de Bombeiros sempre que necessário”. A companhia acrescentou que, no caso, os bombeiros atuaram normalmente no combate às chamas e concluíram o atendimento.
A empresa também informou que Guarujá enfrenta desafios históricos relacionados ao abastecimento, agravados pelo atual período de estiagem, e destacou que executa obras para ampliar a oferta de água no município. Segundo a Sabesp, enquanto os investimentos são concluídos, a companhia realiza manobras operacionais para reduzir os impactos da baixa vazão dos mananciais e mantém 14 caminhões-pipa para atendimentos emergenciais.
Por fim, a Sabesp orientou os moradores a utilizarem a água de forma consciente durante a estiagem e recomendou que eventuais problemas de abastecimento sejam comunicados pelos canais oficiais de atendimento para que possam ser avaliados e, quando necessário, atendidos com o envio de caminhões-pipa. A companhia também lamentou a morte da criança e prestou solidariedade aos familiares.