Os primeiros ventos fortes começaram a atingir a Baixada Santista, no litoral de São Paulo, por volta das 6h30 desta sexta-feira (7), acompanhados de chuva. A previsão é de que as rajadas ganhem força ao longo do dia, aumentando o risco de impactos na região, inclusive na travessia de balsas entre Santos e Guarujá e entre Bertioga e Guarujá, além de possíveis reflexos na operação do Porto de Santos.
A sexta-feira deve concentrar o maior risco de ventania no Sudeste. Segundo o Climatempo, as rajadas podem variar de 90 a 110 km/h no litoral paulista, na Serra do Mar, no Vale do Paraíba, na Costa Verde e no sul do Rio de Janeiro.
A condição é provocada pela atuação de uma frente fria associada a um ciclone extratropical que se intensifica sobre o Atlântico Sul. O sistema se formou entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e deve avançar rapidamente para alto-mar ao longo desta sexta-feira.
Mesmo distante do continente, o ciclone continua influenciando o tempo na costa das regiões Sul e Sudeste. A grande diferença de pressão entre o oceano e as áreas próximas ao litoral favorece a ocorrência de ventos fortes.

Travessias e Porto de Santos

Por volta das 6h40, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Coordenadoria de Travessias, informou que estavam paralisadas as travessias Santos–Guarujá, Bertioga–Guarujá e Iguape–Jureia.
As equipes seguem monitorando as condições meteorológicas e a operação será retomada nas demais travessias assim que as condições de navegação voltarem a ser consideradas seguras.
Motoristas e passageiros que dependem das travessias devem acompanhar as condições de operação antes de se deslocar.
O cenário também exige atenção no Porto de Santos, onde a combinação de ventos fortes e mar agitado dificulta operações portuárias e a movimentação de embarcações.
A Capitania dos Portos determinou o fechamento do porto ao tráfego de navios às 6h45, em razão da intensidade do vento, que ultrapassou 30 nós. Às 8h20, após a melhora das condições meteorológicas, o porto foi reaberto e o tráfego de embarcações voltou a ser permitido.
O VTV News seguirá acompanhando os impactos na região.
Ciclone pode ser classificado como “ciclone-bomba”
O ciclone extratropical ainda pode ser classificado como ciclone-bomba. A definição depende da confirmação de uma queda muito rápida da pressão atmosférica no centro do sistema em aproximadamente 24 horas.
O termo é usado para sistemas de baixa pressão que se intensificam rapidamente. Esse processo pode provocar condições de tempo mais severas, com ventos fortes, chuva intensa, mar agitado e mudanças bruscas de temperatura.

O que provoca os ventos fortes?
No Sudeste, o avanço da frente fria sobre uma massa de ar quente deve reforçar as rajadas. Além disso, a diferença de pressão entre o oceano e o continente contribui para aumentar a velocidade dos ventos.
O mar também deve ficar muito agitado. As ondas aumentam nesta sexta-feira na costa do Sul e avançam em direção ao litoral do Sudeste durante o sábado (8) e o domingo (9).
Rajadas podem chegar a 110 km/h
Além do litoral paulista, outras áreas do estado também devem registrar ventos fortes. A faixa de maior atenção inclui a Grande São Paulo, o Vale do Ribeira, as regiões de Sorocaba, Campinas, Ribeirão Preto, Franca, Barretos e São José do Rio Preto.
No litoral, na Serra do Mar e no Vale do Paraíba, as rajadas podem atingir entre 90 e 110 km/h.
Na cidade de São Paulo, as rajadas podem chegar a 80 km/h. A manhã terá muitas nuvens, enquanto a chuva deve ganhar força entre a tarde e a noite, com possibilidade de trovoadas. A máxima deve ficar próxima dos 27°C.
No Rio de Janeiro, o calor ainda será intenso antes da mudança no tempo. As rajadas na capital podem chegar a 90 km/h, com possibilidade de valores ainda maiores em trechos do litoral e das áreas serranas.

Quais são os riscos?
Essa combinação pode provocar chuva forte em pouco tempo, raios e rajadas capazes de:
- derrubar árvores;
- interromper o fornecimento de energia elétrica;
- destelhar imóveis;
- derrubar placas, outdoors e outras estruturas;
- causar danos em estruturas mais frágeis;
- dificultar o trânsito;
- provocar impactos em aeroportos;
- aumentar a agitação marítima.
Defesa Civil orienta cuidados
Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, durante a ventania é importante evitar áreas próximas a árvores, postes, fios, toldos, placas e estruturas que possam ser atingidas ou deslocadas pelo vento.
Quem estiver no litoral deve evitar entrar no mar e utilizar transporte marítimo durante períodos de condições adversas.
Também é recomendado retirar ou fixar objetos soltos em quintais, varandas e áreas externas, que podem ser deslocados pela força dos ventos.
Nas rodovias, os motoristas devem redobrar a atenção diante da possibilidade de queda de árvores ou objetos sobre a pista e da redução da visibilidade durante as pancadas de chuva.
Em situações de emergência, os telefones são:
199 — Defesa Civil
193 — Corpo de Bombeiros
Para receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil por SMS, basta cadastrar o CEP de interesse enviando uma mensagem de texto para 40199.
A recomendação é acompanhar a atualização das condições meteorológicas e dos serviços de travessia ao longo do dia, principalmente para quem precisa utilizar transporte marítimo ou circular pelo litoral paulista.