O deputado republicano Carlos Gimenez publicou, em sua conta no X, antigo Twitter, uma montagem que retrata o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como Nicolás Maduro, deposto do poder na Venezuela. A publicação foi feita na noite da última sexta-feira (8).
O conteúdo também reproduz elementos associados a uma imagem de Maduro divulgada por Donald Trump após a prisão do ex-presidente venezuelano. Na versão publicada por Gimenez, Lula aparece segurando uma garrafa de cachaça e usando um moletom cinza semelhante ao que Maduro vestia na fotografia.
A montagem repercutiu entre os seguidores do deputado, e Gimenez passou a compartilhar em sua própria conta no X algumas das reações recebidas. Em uma delas, um apoiador escreveu: “Agradeçam ao deputado Gimenez, sempre atencioso com o Brasil!”.
O parlamentar, que representa a Flórida no Congresso dos Estados Unidos e é conhecido por apoiar Trump, compartilhou a montagem com base nessa referência. O conteúdo também foi repostado nas redes sociais pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo.
Na sequência, Gimenez fez uma nova publicação. Dessa vez, divulgou outra imagem acompanhada de uma acusação contra Lula, a quem atribuiu “influência de seus chefes da ditadura ‘castrocomunista’”.
Posicionamento Itamaraty
Até o momento da publicação desta matéria, o Itamaraty não havia se manifestado sobre as publicações. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento do Ministério.
Histórico
No começo deste ano, Trump confirmou que forças militares norte-americanas haviam realizado uma operação de grande escala em Caracas. A ação resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Após a captura, Trump passou a detalhar os próximos passos dos Estados Unidos em relação à Venezuela. O presidente americano afirmou que o país assumiria o controle do território venezuelano e declarou que empresas petrolíferas norte-americanas voltariam a atuar no país, com a expectativa de gerar lucros para os Estados Unidos.
A ação militar ocorreu após meses de monitoramento dos passos de Maduro por parte da administração Trump. Informações divulgadas na época por autoridades dos Estados Unidos indicavam que o governo norte-americano acompanhava de perto os movimentos do presidente venezuelano. O trabalho de inteligência teria contado, inclusive, com informações fornecidas por um integrante do próprio governo da Venezuela.
Com base nesse acompanhamento, os Estados Unidos também investiram na preparação da operação. O planejamento se estendeu por meses e incluiu simulações realizadas em uma reprodução fiel do local onde Maduro estava escondido, em Caracas.