O empresário Ivo Kos, de 48 anos, foi preso em flagrante na madrugada deste sábado (15), em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. A polícia investiga a denúncia de que ele agrediu e ameaçou a mulher, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão Kos, de 27 anos. Além disso, Ivo já esteve envolvido em um processo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) relacionado à securitizadora Virgo, da qual foi sócio-fundador.
Prisão ocorreu após denúncia de agressão
Segundo o relato de Giullia, a agressão aconteceu depois de um jantar com clientes. Após o episódio, ela publicou imagens nas redes sociais e mostrou ferimentos no rosto, incluindo inchaço nos olhos e nos lábios e lesões no nariz.
A polícia registrou o caso na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo. O registro inclui suspeitas de lesão corporal, violência doméstica e ameaça.
Giullia afirmou ainda que o casal está junto há aproximadamente dois anos e meio e relatou que Ivo já teria cometido outras agressões contra ela.
Por enquanto, a defesa do empresário informou que não pretende se manifestar sobre o caso.
Ivo Kos atuou no mercado financeiro
O empresário construiu sua carreira no mercado financeiro e atuou na região da Faria Lima, em São Paulo.
Em 2018, Ivo fundou a Virgo, uma securitizadora especializada em operações financeiras. Posteriormente, o grupo Riza comprou a empresa, que passou a usar o nome Riza Sec.
Antes de criar a Virgo, Ivo afirma que trabalhou em instituições do setor financeiro, como o J.P. Morgan e a Itaim Asset Management. Ele também informa ter se formado pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

CVM processou securitizadora em 2025
Em 2025, a Comissão de Valores Mobiliários abriu um processo relacionado à Virgo. Segundo as informações do caso, Ivo Kos enfrentou acusações de uso indevido de recursos vinculados a fundos de reserva de certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA).
No mesmo ano, o grupo Riza comprou a securitizadora e Ivo deixou de fazer parte do negócio.
O processo da CVM trata da atuação profissional do empresário no mercado financeiro. Portanto, o caso é diferente da investigação sobre a denúncia de violência doméstica registrada neste sábado (15).
Empresário diz que retomou atividades profissionais
Em uma rede social, Ivo informou que iniciou um período sabático em setembro de 2025. Na última semana, entretanto, ele publicou que havia retomado as atividades profissionais após um afastamento por questões de saúde.
Na publicação, o empresário afirmou que não presta mais serviços fiduciários. Segundo ele, agora pretende atuar na originação, estruturação e distribuição de operações financeiras.
Além disso, Ivo afirmou considerar injustos os julgamentos sobre sua reputação profissional. Ele também declarou ter construído uma trajetória de 30 anos no mercado.
Em casos de violência doméstica, a vítima pode procurar uma delegacia para registrar a ocorrência e solicitar medidas de proteção. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Para denúncias e orientações sobre violência contra a mulher, também é possível ligar para o Ligue 180, serviço nacional de atendimento à mulher.