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MP-SP pede manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra e mais cinco réus

Promotores apontam que advogada integrava núcleo financeiro em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC
Deolane Bezerra em foto de perfil em ambiente externo, usando colar e maquiagem marcada, após nova negativa de habeas corpus; apoiadores fazem ato por liberdade.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), via Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e de outros cinco réus.

O grupo é acusado de integrar organização criminosa e praticar lavagem de dinheiro em esquema vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A manifestação foi apresentada pelo Núcleo Presidente Prudente do Gaeco à 3ª Vara Judicial de Presidente Venceslau. No documento, os promotores sustentam que os pressupostos legais que motivaram as prisões cautelares persistem, tornando necessária a continuidade da medida.

A denúncia, aceita pelo Judiciário em 16 de junho, aponta que os acusados utilizavam empresas de fachada e “laranjas” (pessoas interpostas) para ocultar a origem ilícita de recursos oriundos da facção criminosa. Com base na quebra de sigilos bancário e fiscal, o Gaeco identificou movimentações financeiras atípicas de grande porte voltadas à simulação de legalidade dos valores.

De acordo com as investigações, a estrutura do esquema era dividida em três frentes de atuação:

  • Núcleo decisório: Liderado por Marco Willians Herbas Camacho (Marcola) e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior.
  • Núcleo operacional: Integrado por Everton de Sousa e Paloma Sanches Herbas Camacho.
  • Núcleo financeiro: Composto por Deolane Bezerra Santos e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Operação Vérnix

Voltada ao combate aos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, a Operação Vérnix bloqueou valores superiores a R$ 327 milhões, automóveis de luxo e quatro imóveis vinculados aos investigados.

Segundo os investigadores, foi identificado movimentações milionárias que não possuem oriem licita, além de uso de empresas de fachada e aquisição de bens de alto padrão.

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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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