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Eleições 2026: Mendonça propõe que TSE discuta tese sobre deepfake

Ministro quer diferenciar deepfakes de outros conteúdos de inteligência artificial nas campanhas eleitorais
Imagem dividida: em um lado, close do rosto de um homem em contexto de discurso; no outro, interface com cérebro em estilo holográfico e o texto “Deepfake”, indicando tecnologia de IA.

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs nesta terça-feira (25) que a Corte discuta uma tese para definir o que caracteriza deepfake nas eleições 2026.

A proposta surgiu em uma decisão que determinou a retirada de um vídeo com imagens do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A campanha afirmou que o conteúdo apresentava cenas falsas produzidas por inteligência artificial (IA).

O que será considerado deepfake

Para Mendonça, o deepfake deve envolver áudio, vídeo ou ambos com grau de realismo capaz de criar uma falsa percepção de autenticidade.

Na prática, o critério considera se o conteúdo pode levar o eleitor a acreditar que uma situação ou manifestação realmente aconteceu.

O ministro também defende uma diferenciação entre deepfakes e outros conteúdos de inteligência artificial, como memes, caricaturas e animações evidentemente fictícias.

TSE discute regras para IA nas eleições

Na semana passada, os ministros do TSE se reuniram para discutir o combate às deepfakes durante a campanha eleitoral. O encontro ocorreu a portas fechadas e não teve declarações oficiais.

Em março, a Corte aprovou regras para o uso de inteligência artificial nas eleições gerais de outubro. As normas proíbem conteúdos sintéticos produzidos ou manipulados digitalmente para prejudicar ou favorecer candidaturas.

O TSE também proibiu que provedores de IA sugiram candidatos aos usuários e estabeleceu medidas contra conteúdos relacionados à misoginia digital.

Tese pode orientar julgamentos

Mendonça apresentou a proposta diante da possibilidade de aumento dos casos de deepfake nas Eleições 2026.

Se o TSE aprovar a tese, o entendimento poderá orientar os julgamentos sobre conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial durante a campanha.

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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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