O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou hoje (4) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise a solicitação de investigação feita pelo ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça.
No despacho foi estabelecido o prazo de cinco dias úteis para que a PGR avalie se o procedimento pode seguir e se está regular. O órgão também deverá se manifestar, caso seja considerado necessário, sobre as acusações apresentadas no pedido.
“À Procuradoria-Geral da República, dê-se vista para que, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, apresente parecer acerca da admissibilidade e da regularidade do procedimento e, se pertinente, das imputações nele deduzidas”, comentou o presidente do STF.
Fachin afirmou que as medidas determinadas servem apenas para reunir informações e permitir a análise do caso. Segundo ele, isso não significa uma decisão antecipada sobre a validade do procedimento ou sobre as acusações apresentadas.
Entre os pontos mencionados no documento estão suspeitas de irregularidades na atuação de Mendonça, como:
- Possíveis casos de improbidade administrativa;
- Abuso de autoridade;
- Crime de responsabilidade;
- Eventual favorecimento de grupos políticos na relatoria das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
As suspeitas são mencionadas em uma petição de 20 páginas encaminhada a Edson Fachin. No documento, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que um relatório de inteligência da Polícia Federal apresenta detalhes sobre a conduta de Mendonça.
Histórico
Em março de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se encontrou com o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Mendonça, esse foi o único encontro entre os dois.
A informação foi divulgada em resposta a matérias jornalísticas que relatavam articulações para aproximar o ministro do dono do Banco Master.




