A base do governo no Senado Federal decidiu não levar ao plenário nesta quarta-feira (2) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A decisão ocorreu diante da falta de garantia sobre o número de votos necessários para aprovar a proposta.
Com isso, a votação deve ficar para depois do primeiro turno das eleições, em outubro.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso Nacional, afirmou que “houve um movimento bem sucedido da oposição”, em referência ao esvaziamento do plenário que impediu a votação.
À imprensa, Randolfe atribuiu a ação à oposição, com participação dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição.
“A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, afirmou o senador.
Segundo Randolfe, os opositores já haviam demonstrado resistência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde quatro senadores votaram contra a proposta: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagatolli (PL-RO).
Mesmo com os votos contrários, a PEC foi aprovada pela comissão e agora precisa passar pelo plenário do Senado, em dois turnos. Para ser aprovada, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 senadores.




