A Polícia Civil prendeu, na última sexta-feira (5), um homem de 45 anos suspeito de envolvimento na morte da mulher trans Kayra Kamilly, de 33 anos. A vítima morreu em um terreno baldio no Guarujá, no litoral de São Paulo.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os policiais localizaram o suspeito no local onde ele trabalhava, em Santos. O homem não ofereceu resistência durante a abordagem. Até a última atualização, a polícia não havia divulgado oficialmente a identidade dele.
A prisão ocorreu pouco mais de uma semana após policiais encontrarem o corpo de Kayra, em 27 de agosto, no bairro Jardim Três Marias, no Guarujá.
Polícia apreende moto e pertences do suspeito
Durante as diligências, os investigadores fizeram buscas em um imóvel ligado ao homem. A equipe apreendeu uma motocicleta, um celular, um capacete, quatro camisas e três bermudas.
Além disso, os policiais encaminharam a motocicleta para perícia. O exame pode ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e reunir novas informações para a investigação.
Na sequência, a equipe conduziu o suspeito até a 3ª Delegacia de Homicídios do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ele permaneceu à disposição da Justiça.
Até o momento, a Polícia Civil não informou qual teria sido a participação do investigado na morte de Kayra.
Relembre o caso
Policiais militares encontraram Kayra Kamilly morta na tarde de 27 de agosto, em um terreno na Rua Cláudio dos Santos, no bairro Jardim Três Marias, em Guarujá.
Na ocasião, segundo a SSP-SP, uma denúncia levou os agentes até o endereço. Os policiais sentiram um forte odor e entraram no terreno por uma abertura no muro.
O corpo estava em estado de decomposição e apresentava uma lesão na cabeça compatível com esmagamento. Além disso, os agentes não encontraram documentos de identificação junto à vítima.
Em seguida, a polícia preservou a área para o trabalho da perícia e acionou investigadores da 3ª Delegacia de Homicídios do Deic. A Polícia Civil também solicitou exames necroscópico, datiloscópico e toxicológico para auxiliar na investigação.
Inicialmente, a Delegacia de Polícia do Guarujá registrou o caso como homicídio. Posteriormente, a 3ª Delegacia de Homicídios do Deic assumiu as investigações.




