Anderson Sousa Andrade Ramos, de 40 anos, principal suspeito do assassinato de Talita Ramos Andrade, morreu nesta segunda-feira (7), após ser baleado durante um confronto com agentes da Guarda Municipal em Artur Nogueira.
Ele foi localizado escondido em um galinheiro, em uma propriedade na região do bairro Blumenau, durante as buscas realizadas pelas forças de segurança.
O homem chegou a ser socorrido com vida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi levado ao Pronto-Socorro Municipal de Artur Nogueira, onde recebeu atendimento médico.
Suspeito é localizado durante buscas
As equipes de segurança procuravam Anderson desde que ele havia sido visto na região de chácaras do bairro Blumenau. O homem era considerado foragido após a Justiça decretar sua prisão temporária durante a investigação da morte de Talita.
Segundo as informações apuradas, Anderson estava escondido em um galinheiro de uma propriedade quando foi localizado pelos agentes.
No momento da abordagem, ele teria efetuado três disparos contra uma equipe da Guarda Municipal. Os agentes reagiram aos tiros, dando início a uma troca de disparos.
Anderson foi atingido durante o confronto. O atendimento de emergência foi realizado ainda com o suspeito vivo, que acabou encaminhado para a unidade de saúde do município.
A ocorrência mobilizou diferentes equipes de segurança na região. Após o confronto, o caso deverá ser registrado na Delegacia de Polícia de Artur Nogueira, que deverá apurar as circunstâncias da troca de tiros.
Homem era procurado por suspeita de feminicídio
Anderson era apontado pela Polícia Civil como principal suspeito da morte de Talita Ramos Andrade, de 35 anos. A mulher foi encontrada morta no sábado (5), em uma estrada rural de Artur Nogueira.
Talita deixou três filhos, de 10, 16 e 18 anos. O corpo apresentava marcas de tiros e ferimentos no rosto, conforme informações apuradas durante a investigação.
A vítima havia mantido um relacionamento com Anderson por aproximadamente 20 anos. Depois da separação, ela passou a morar em Campinas, onde estava havia cerca de três meses.
Segundo informações obtidas pela reportagem da VTV News em conjunto com o Correio Nogueirense, Talita tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro e havia registrado um boletim de ocorrência após relatar ameaças.
No sábado, ela retornou a Artur Nogueira para entregar um carro e conversar sobre a divisão de um terreno. A polícia investigava as circunstâncias desse encontro e a possível participação de Anderson na morte.
“O inquérito já está instaurado desde sábado, quando aconteceu a ocorrência. Também decretamos a prisão preventiva do Anderson. Ontem (07), a prisão dele seria convertida em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e resistência a prisão, receptação desta arma e tentativa de homicídio dos agentes da lei. Houve apreensão da arma de fogo e dos agentes que revidaram a injusta agressão. Anderson tentou fazer de refém uma senhora da igreja que Talita frequentava. A gente tem convicção que ele premeditou todo o crime. Talita recebia fotos dele em possa de arma de fogo”, disse Odair José Jaeger, delegado de Artur Nogueira.
Buscas mobilizaram região de chácaras
Antes de ser encontrado, Anderson teria sido visto nas proximidades do bairro Blumenau. As informações levantadas durante as buscas também indicavam uma possível tentativa de invasão a uma residência.
Diante da suspeita de que ele estivesse armado e do risco para os moradores, o delegado responsável pela investigação havia orientado a população da região a permanecer em alerta.
A localização do suspeito encerrou as buscas que vinham sendo realizadas pelas forças de segurança, mas abriu uma nova etapa de apuração sobre o confronto que terminou com a morte de Anderson.
A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias dos disparos efetuados durante a abordagem e da reação dos agentes da Guarda Municipal.
Investigação sobre a morte de Talita continua
A morte de Talita é investigada pela Polícia Civil de Artur Nogueira como feminicídio. Com a morte de Anderson, apontado como principal suspeito, a investigação deverá esclarecer também os detalhes relacionados ao confronto desta segunda-feira.
O assassinato de Talita foi incluído no levantamento de feminicídios da região de Campinas em 2026, que chegou a 15 casos até setembro.
Campinas concentra quatro ocorrências. Hortolândia tem três registros, enquanto Artur Nogueira e Valinhos contabilizam dois cada. Itapira, Lindóia e Sumaré registraram um caso cada.
Em 13 dos 15 feminicídios contabilizados na região, o suspeito era companheiro ou ex-companheiro da vítima.
A Polícia Civil continua responsável pela apuração do caso e das circunstâncias que envolveram a morte de Talita e o confronto que terminou com a morte de Anderson.
Para denunciar casos de violência contra a mulher:
Disque 190 (Polícia Militar)
Disque 180 (Polícia Militar – Central de Atendimento à Mulher)
Disque 181 (Disk Denúncia)
Delegacias de Defesa da Mulher (veja os endereços)
Delegacia Eletrônica da Polícia Civil (acesse aqui)
Atendimento presencial em delegacias de polícia e salas DDM Online (veja lista de
endereços aqui)




