A pesca artesanal foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Santos. A cerimônia ocorreu na última quarta-feira (9), no Salão Nobre Esmeraldo Tarquínio, no Paço Municipal, reunindo pescadores caiçaras, lideranças do setor e representantes de entidades locais.
O reconhecimento visa valorizar as tradições, os saberes e o modo de vida das comunidades caiçaras da região. Fruto de um projeto de lei do vereador Sérgio Santana, a medida foi aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo Executivo.
Durante o evento, o prefeito Rogério Santos destacou que a atividade é fundamental para a identidade da cidade:
“Aqui estão entidades que prezam pelo trabalho voltado à economia, à sustentabilidade e ao desenvolvimento social. A ocasião também é oportuna para ouvir as demandas do setor e ajudar a fortalecê-lo ainda mais.”

Preservação da história e da cultura caiçara
O pescador Rogério Marcos Rocha, de 66 anos, representante da Colônia José Bonifácio, ressaltou a importância de resguardar uma tradição de mais de três séculos:
“Todas as entidades ligadas à pesca têm trabalhado para manter vivo esse segmento. É isso que nos trouxe aqui.”
Já Plínio de Castro, de 89 anos, um dos pescadores mais antigos do município, começou na lida ainda garoto ao lado do pai. Durante a cerimônia, ele exibiu orgulhoso sua primeira caderneta de inscrição, datada de 1959.
“Fico feliz pelo reconhecimento à pesca artesanal. Isso representa respeito pelo nosso trabalho”, declarou.
Muretas da Ponta da Praia também recebem título
Além da pesca, as tradicionais muretas da Ponta da Praia foram declaradas patrimônio cultural de Santos. A decisão foi tomada de forma unânime pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa).
A proteção imaterial reconhece a estrutura como um símbolo de memória, pertencimento e identidade santista — um ícone que ultrapassou a arquitetura e hoje ilustra souvenirs, joias, obras de arte e tatuagens.




